Admiravel Mundo Moderno

"Crónica de Costumes"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Novo blog

Já começou e é oficial.

A partir de agora estarei postando em:

http://badtravelerhandbook.blogspot.com/


Ps: Todos os posts deste blog irão auto-destruir-se dentro de 5 dias.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mudança

Boa... há uma eternidade que não venho a este blog que acho até que já mes esqueci como se trabalha com isto. Pior... será que ainda tenho leitores? Ao que parece tenho-os neglegenciado mais do que o Bush com os relatórios da CIA... de qualquer maneira, como estou a começar tudo de novo, talvez isso implique resgatar os antigos leitores e conquistar outros novos. Haverão muitas mudanças, a começar por este blog, que deixará de existir e passará a ser uma mera lembrança, algo remoto como nos tempos que haviam livros em condições nas prateleiras das livrarias. Estou a criar outro blog e logo logo vocês terão acesso ao seu conteúdo. ;)

domingo, 14 de junho de 2009

Globalização


A Morte da Princesa Diana

Porque uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.

E isto é enviado por um português, usando tecnologia americana (Bill Gates), e provavelmente, você está lendo isso num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e finalmente, vendido a si por judeus, através de uma conexão paraguaia.

Isto é um bom exemplo de... GLOBALIZAÇÃO...!!!

Estou-me tornando demasiado fundamentalista...

sábado, 6 de junho de 2009

Cidadania Europeia?! I Don't Think So


Vamos falar de União Europeia. É um tema que tem sido falado muito ultimamente, afinal, já amanhã serão as tão afamadas eleições europeias. Além disso, política até já se tornou um tema cliché neste blog, ao lado da angústia existencial, o choro em profusão e a ansiedade adolescente.

Estou muito longe de ser uma nacionalista convicta (só quando se trata do Brasil), de ser uma conservadora que pretende ingressar no PNR e que oscila entre o orgulho e o preconceito, mas a verdade é que sou contra a União Europeia. Sim, sou uma eurocéptica que acha que a UE só é boa para os turistas e para os empresários. Não desfazendo é claro dos grandes pensadores como Winston Churchill, que já pensava na criação dos “Estados Unidos da Europa” em 1946 ou como Jean Monnet (não confundir com Monet, o pintor impressionista), “o pai da Europa” e criador da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e Aço) que, em 1957, evoluiria para a CEE (Comunidade Económica Europeia).

OK, até aqui tudo bem. O que se pretendia era simples e compreensível para a época, pois se bem se lembram, a Europa havia sido devastada pela II Guerra Mundial e perdera a sua hegemonia para os EUA. O que se ambicionava era a criação de um mercado comum que permitisse a livre circulação de mercadorias, de capitais e de trabalhadores. Davam-se também os primeiros passos para o estabelecimento de uma política comum no que toca à agricultura, transportes e produção energética. Hoje é bem pior, acreditem, não se pode dar um “peido” sem pedir autorização a Bruxelas.

O conceito de «Mercado Comum» é um neologismo típico de um convénio neoliberal. É que as alterações para a criação desse mesmo mercado implicam modificações nas políticas económicas nacionais, como por exemplo, a abertura ao mercado mundial (o que estimula à adequação dos produtos nacionais aos preços do mercado internacional), o favorecimento da economia de exportação, a orientação das políticas monetárias e fiscais com vista a atenuar a inflação e a dívida pública, e a privatização do sector empresarial do Estado, coisas que a OMC e o FMI mais têm fomentado nas últimas décadas. Mas será que já paramos bem para pensar nas implicações que «mercados comuns» como a União Europeia, a NAFTA, a Mercosul ou a Asean podem ter? Claro que sabemos, nós vivemos isso na pele! Os países ricos são quem dominam esses «mercados comuns». Como disseram Asti e Ferrari: “Se pudéssemos imaginar a relação económica e comercial dos países no cenário internacional, seria como se gigantes, fortemente armados, treinados, sadios e perfeitos lutasse por um território contra uma milícia fraca, desarmada, desnutrida e destreinada”. Não é que está a acontecer com a tão bem falada União Europeia? Como poderia Portugal, que somente começou a sua industrialização propriamente dita em 1851 com Fontes Pereira de Melo, competir com uma Inglaterra, pátria mãe da Revolução Industrial e que pode, outrora, encher a boca para dizer «o sol nunca se põe para as possessões inglesas» (simplesmente adoro esta citação da Rainha Victória, que ocasional e estrategicamente uso quando jogo ao Risk)? Ou como podem países recém-saídos do Bloco Soviético competir com nações como a Dinamarca ou Suécia que tirando as vezes que foram dominadas pelo mesmo rei ou pelo monarca norueguês (numa espécie de novela mexicana) poucos conflitos políticos tiveram? Não teriam de ser levadas em conta essas diferenças?

Aliás, diferença é uma palavra interessante. Não será a Europa um continente cheio de diversidade? Então como é que pode pegar em tudo isso, atirar para uma tigela e servir a gosto? Se já é difícil governar países federalistas como os EUA ou o Brasil onde se vêem claramente divergências entre os diferentes estados, imagine-se no caso da Europa, um continente fortemente marcado pelos enraizados nacionalismos! Isso torna fácil falar de uma entidade brasileira ou de uma entidade norte-americana. Sabemos que à parte dos sotaques, da gastronomia e tudo mais, um gaúcho ou o cearense são brasileiros ou um texano e um nova-iorquino são americanos, contudo, sentir-se-ão um luxemburguês e um húngaro europeus?

E depois, se supostamente um dos pilares da União Europeia é a política comum, porquê que nem todos o cumprem? Porque ficaram o Reino Unido, a Dinamarca ou a Suécia de fora do Tratado de Maastricht e não adeririam ao Euro? É, temos que ser iguais, mas para o que nos convêm, não é?

É claro que a União Europeia tem coisas positivas, mas que dificilmente conseguem eclipsar o facto de a mesma tem causado o marasmo para muitos países integrantes. Justifica-se que se diga a produtores português para fecharem as torneirinhas às suas vacas porque nós temos que beber leite vindo da Holanda? Justifica-se que tenhamos de comer legumes e frutas espanholas enquanto nas nossas hortas e pomares eles apodrecem a olhos vistos? O país não está a crescer ao seu ritmo… é como se Portugal fosse um pé enjaulado dentro de uma sapatilha apertada (belo exemplo, logo eu que tenho repulsa a pés) e o mesmo é válido para os países desenvolvidos como a França, a Alemanha e por aí vai. Estes países também não podem seguir o seu ritmo de crescimento porque têm que acompanhar o lento ritmo dos países “menos desenvolvidos”. É como se fosse a famosa corrida da Lebre e da Tartaruga, só que desta vez a Tartaruga só ganha se aparecer a fada-madrinha de alguma fábula de La Fontaine.

Chamem-me retrógrada, cafona ou qualquer coisa, mas sabem que mais, acho que nos dias de hoje, o velho sistema de troca de produtos funcionaria muito melhor. A Bélgica dá-nos os seus fabulosos chocolates belgas e em troca nós damos-lhe o Vinho do Porto (de preferência, vindo de vinhas que não pertençam a ingleses… mas isso é outra história). Isso evitaria essa competição desmesurada que vemos hoje em dia.

Parece até fatídico, mas eu não acredito na União Europeia. Ok, é confortável poder viajar para Eslováquia e não precisar do passaporte ou de perder tempo nos câmbios ou também é fixe poder lavar a vista de vez em quando com os alunos irlandeses ou italianos que vêem para cá estudar em Erasmus, mas acreditem que isso não justifica todo a apatia pelo qual a Europa tem passado.

Eu acho que cada país devia de ter a soberania sobre si mesmo em vez de estar a escrever linhas e linhas de políticas comuns que não levam em conta a especificidade de cada país. É esse o problema da humanidade e, consequentemente, também dos governos… queremos sempre olhar para o lado para ver o que o outro está fazendo!

Teria sido melhor se o Sr. Jean Monnet tivesse seguido as pegadas de Monet e se tivesse tornado pintor… talvez a construção dos «Estados Unidos da Europa» ficasse melhor num quadro impressionista do que fica na vida real.

domingo, 31 de maio de 2009

Gustavo

31 de Maio é o teu dia! Sr. Carlos Gustavo Delany Rocha, vulgo Charlie ou Xinxilão. Afincado patriota irlandês cujo nome advém do monarca da Suécia, país no qual se julga ter sido concebido. Sabe quando você pára para pensar na sua vida e descobre que tem sempre alguém que faz parte dela? Pois bem, parei para fazer isso e percebi que elle este sempre do meu lado. Escreveu o meu passado, está escrevemdo o meu presente e me ajudará a escrever o futuro. É, amizade é isso!


E pois é, leitores (se é que ainda os tenho), minha vida, que anda esparramada nas entrelinhas do twitter, está como a do meu ídolo. "sendo controlada por playbpys engravatados e peruas mal-comidas". Isto aqui caiu na catetoria de blog e está mais parecendo um diário de bolso, mas dia 20 de Junho eu volto... não, não é promessa que remete para campanha eleitoral... é algo que prometi a mim mesma... assim como prometi que iria ao Brasil este ano. De Porto Alegre a Belém, vou ver a velha Pátria Amada.

Que venha logo Novembro e que o Outono seja belo.

Não falei nada de jeito, tchê!

Mas meu mês favorito continua sendo Abril...