
Toda a gente têm alguém famoso com quem se identifica e talvez por isso é que existam ídolos. Eu tenho uma lista interminável de personalidades que se destacaram nas mais variadas áreas e as quais venero como uma fiel crente… Mas cá entre nós, se algum dia eu quisesse ser outra pessoa que não eu mesma, provavelmente seria a actriz Greta Garbo… Não só pela sua beleza inconfundível, como também pelo charme e secretismo que envolvem a sua personagem.
Greta Garbo e eu não somos muito diferentes (tirando talvez o facto dela ser estupidamente bonita), mas há algo que nos aproxima bastante: ambas gostámos de estar sozinhas. Sim, ela ficou conhecida pela sua famosa frase «I want to be alone» (quero estar sozinha).
A maior parte das pessoas encara a solidão como algo pejorativo mas eu sinto necessidade de estar sozinha, talvez até mais do que a maior parte das pessoas “normais”. Acredito que todos passemos por aqueles momentos em que gostamos de estar connosco mesmos para pensar na vida mas eu, muitas vezes, chego ao ponto de ebulição de querer fugir da sociedade porque estar rodeada de pessoas ou a socializar é deveras desgastante. Aquela coisa toda de ter que fazer de conta que estou interessada no assunto ou de ter de puxar conversa para evitar que se caia num silêncio gélido é sem dúvida deprimente.
Chamem-me misantropa se quiserem, mas sempre achei entediantes os temas de conversa das pessoas comuns. Note-se que também não quero estar para aqui a dizer mal de ninguém ou a colocar-me num pedestal porque não estou… simplesmente sou estranha. Nunca vi grande interesse em passar horas infindáveis em tertúlias sobre a vida dos outros ou a debater as posições sexuais que se fez na semana passada ou a falar de episódios de uma vida comum e enfadonha. Sim, sou estranha porque não gosto de fazer isso… acho que revelar episódios privados como estes de cariz sexuais ou feitos no passado em público é de péssimo tom. Sempre dei mais valor ao silêncio e a guardar coisas para mim mesma e talvez por isso mesmo que me assemelhe tanto a Greta Garbo. Ela mesmo dizia:
"Há muitas coisas no seu coração que você nunca pode dizer a outra pessoa. Elas são você, suas alegrias particulares, suas tristezas, e nunca podem ser contadas. Se as contar, você estará barateando-as, barateando a si mesmo".
Não há nada melhor do que guardar segredo sobre nós mesmos do que andar brandindo aos sete ventos todos os pormenores da nossa vida e talvez por isso que evite as conversas com pessoas “comuns”. Justamente por não encontrar ninguém com quem possa ter uma conversa de horas a fio sobre filosofia, política, história ou literatura que prefiro resguardar-me dentro do meu próprio mundo ou mergulhar na solidão. Sim, vou transformar-me naquilo que mais odeio mas vou desabafar com quem que se dê ao trabalho de ler esta porcaria. Sempre me achei que não pertencia a “este mundo” porque sempre que queria falar de alguma coisa interessante acabava sempre por ter uma centena de olhos protuberantes a encarar-me como se eu fosse alguma aliênigena. Pensei então, de que adianta eu querer “cultivar-me” tanto se no fim não tenho com quem partilhar o que sei ou o que anseio em saber… Oh sim, também me assemelho a Greta Garbo por isso. Se eu, tal como ela, tivesse passado metade da minha vida em Hollywood, chegaria a um ponto que estaria farta da humanidade e iria preferir a solidão.
Chamem-me o que quiserem… mas também sou um bocado misantropa porque desprezo grande parte das características prevalecentes da humanidade/sociedade. Talvez por isso que sempre tenha gostado da solidão. Sim, sempre gostei… do silêncio, de puder estar horas e horas mergulhada nos meus pensamentos a escrever textos asquerosos que só o Gus lê (pelo menos aqueles que não chegam a ser postados). Existem pessoas que dariam em loucas por passarem tantas horas sozinhas… eu mesma sinto necessidade em socializar, mas somente durante curtos períodos porque habituei-me a estar sozinha… Quando começo a ficar muito rodeada de pessoas as coisas tendem a correr mal… acabamos sempre por ficar preocupados a pensar naquilo que estarão a achar da nossa conversa, se nos acham interessantes, se somos legais, essas tretas todas. E heis que sinto necessidade da reclusão ou de estar na companhia do único ser humano que se assemelha mais a mim: o Gus.
É sempre difícil lutar contra a nossa natureza e acho que já nasci assim: observadora, pensativa, aluada, misantropa. Por vezes é difícil lidar com as críticas: «anti-social» e essas tretas viver ensina-nos inúmeras coisas. Tenho pesquisando sobre isto, na ânsia de me conhecer melhor e saber se existe alguém que se pareça comigo ou se sou mesmo alguma enviada do espaço… Dão-lhes inúmeros nomes: Misantropia, Personalidade Introvertida, Distúrbio de Personalidade Esquiva, Fobia Social… eu prefiro chamar-lhe carinhosamente de complexo de Greta Garbo, porque ela mostrou-me que a solidão não tem que ser sempre algo mau.
PS: O Texto roça o merdoso mas foi o que consegui para já. A falta de tempo tem sido a minha maior inimiga. E peço desculpa se escrevi alguma coisa que não devia… como já vos disse acho que não sou a pessoa mais indicada para perceber as pessoas.
Greta Garbo e eu não somos muito diferentes (tirando talvez o facto dela ser estupidamente bonita), mas há algo que nos aproxima bastante: ambas gostámos de estar sozinhas. Sim, ela ficou conhecida pela sua famosa frase «I want to be alone» (quero estar sozinha).
A maior parte das pessoas encara a solidão como algo pejorativo mas eu sinto necessidade de estar sozinha, talvez até mais do que a maior parte das pessoas “normais”. Acredito que todos passemos por aqueles momentos em que gostamos de estar connosco mesmos para pensar na vida mas eu, muitas vezes, chego ao ponto de ebulição de querer fugir da sociedade porque estar rodeada de pessoas ou a socializar é deveras desgastante. Aquela coisa toda de ter que fazer de conta que estou interessada no assunto ou de ter de puxar conversa para evitar que se caia num silêncio gélido é sem dúvida deprimente.
Chamem-me misantropa se quiserem, mas sempre achei entediantes os temas de conversa das pessoas comuns. Note-se que também não quero estar para aqui a dizer mal de ninguém ou a colocar-me num pedestal porque não estou… simplesmente sou estranha. Nunca vi grande interesse em passar horas infindáveis em tertúlias sobre a vida dos outros ou a debater as posições sexuais que se fez na semana passada ou a falar de episódios de uma vida comum e enfadonha. Sim, sou estranha porque não gosto de fazer isso… acho que revelar episódios privados como estes de cariz sexuais ou feitos no passado em público é de péssimo tom. Sempre dei mais valor ao silêncio e a guardar coisas para mim mesma e talvez por isso mesmo que me assemelhe tanto a Greta Garbo. Ela mesmo dizia:
"Há muitas coisas no seu coração que você nunca pode dizer a outra pessoa. Elas são você, suas alegrias particulares, suas tristezas, e nunca podem ser contadas. Se as contar, você estará barateando-as, barateando a si mesmo".
Não há nada melhor do que guardar segredo sobre nós mesmos do que andar brandindo aos sete ventos todos os pormenores da nossa vida e talvez por isso que evite as conversas com pessoas “comuns”. Justamente por não encontrar ninguém com quem possa ter uma conversa de horas a fio sobre filosofia, política, história ou literatura que prefiro resguardar-me dentro do meu próprio mundo ou mergulhar na solidão. Sim, vou transformar-me naquilo que mais odeio mas vou desabafar com quem que se dê ao trabalho de ler esta porcaria. Sempre me achei que não pertencia a “este mundo” porque sempre que queria falar de alguma coisa interessante acabava sempre por ter uma centena de olhos protuberantes a encarar-me como se eu fosse alguma aliênigena. Pensei então, de que adianta eu querer “cultivar-me” tanto se no fim não tenho com quem partilhar o que sei ou o que anseio em saber… Oh sim, também me assemelho a Greta Garbo por isso. Se eu, tal como ela, tivesse passado metade da minha vida em Hollywood, chegaria a um ponto que estaria farta da humanidade e iria preferir a solidão.
Chamem-me o que quiserem… mas também sou um bocado misantropa porque desprezo grande parte das características prevalecentes da humanidade/sociedade. Talvez por isso que sempre tenha gostado da solidão. Sim, sempre gostei… do silêncio, de puder estar horas e horas mergulhada nos meus pensamentos a escrever textos asquerosos que só o Gus lê (pelo menos aqueles que não chegam a ser postados). Existem pessoas que dariam em loucas por passarem tantas horas sozinhas… eu mesma sinto necessidade em socializar, mas somente durante curtos períodos porque habituei-me a estar sozinha… Quando começo a ficar muito rodeada de pessoas as coisas tendem a correr mal… acabamos sempre por ficar preocupados a pensar naquilo que estarão a achar da nossa conversa, se nos acham interessantes, se somos legais, essas tretas todas. E heis que sinto necessidade da reclusão ou de estar na companhia do único ser humano que se assemelha mais a mim: o Gus.
É sempre difícil lutar contra a nossa natureza e acho que já nasci assim: observadora, pensativa, aluada, misantropa. Por vezes é difícil lidar com as críticas: «anti-social» e essas tretas viver ensina-nos inúmeras coisas. Tenho pesquisando sobre isto, na ânsia de me conhecer melhor e saber se existe alguém que se pareça comigo ou se sou mesmo alguma enviada do espaço… Dão-lhes inúmeros nomes: Misantropia, Personalidade Introvertida, Distúrbio de Personalidade Esquiva, Fobia Social… eu prefiro chamar-lhe carinhosamente de complexo de Greta Garbo, porque ela mostrou-me que a solidão não tem que ser sempre algo mau.
PS: O Texto roça o merdoso mas foi o que consegui para já. A falta de tempo tem sido a minha maior inimiga. E peço desculpa se escrevi alguma coisa que não devia… como já vos disse acho que não sou a pessoa mais indicada para perceber as pessoas.



