"Crónica de Costumes"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Lei da Oferta e da Procura

Ok, devo ir escrever agora um perfeito disparate. A verdade é que não sou grande entendida em Economia. Gosto de ler e debater certas ideias e talvez por isso estou aqui disposta a partilhar com os prezados leitores esta minha teorizinha e de modo a aprender algo, também.

Num dos almoços comuns com a minha tia (obs: tenho várias tias, Letícia, mas a tia de quem sempre falo é a minha tia Amélia) falávamos sobre negócios e a dada altura, e sem nos apercebermos, a conversa foi dar a famosa lei da oferta e da procura. Esta famosa lei é a relação que se estabelece entre a procura a determinado produto e o preço que se oferece por este. Ou seja, quando o produto é mais procurado, o preço deste tende a aumentar.

Ao analisar isto mediante a minha lógica, concluí que talvez a lei esteja ao contrário, porque o produto devia de ser mais barato quando é mais procurado, assim podemos garantir que é mais vendido, afinal, mais vale vender muito mas barato, a um preço que seja acessível, do que pouco a um preço elevado. E quando o preço aumenta, o que acontece é que o poder de compra nem sempre o acompanha, ou seja, o poder de compra diminui e há uma “superprodução”, não é possível vender tudo o que se produziu.

Analisando isto a partir de um exemplo: O antigo cabeleireiro onde eu ia tinha preço em conta, mas à medida que a sua clientela foi aumentado, ele aumentou também os preços, o que levou a que muitas pessoas optassem por mudar de cabeleireiro, que procurassem algo mais barato.

Fazer o quê se queremos sempre o mais barato? Eu sou da opinião que esta lei da oferta e da procura está um pouco errada, mas estou aberta a ouvir a opinião dos leitores, embora o mais provável é vocês pensarem, depois de ler este texto: “Camilla, nunca penses em abrir um negócio!” Hehehe
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8 comentários:

Leticia disse...

Eu não acho essa filosofia barata não menina.

Sabe o que a impede de ser verdadeira? A lei da competição de egos ... vamos usar como exemplo de produtos o celular ( ou pelo que já aprendi telemóvel aí):
de 3 em 3 meses são lançados novos modelos com uma tecnologia cada vez mais avançada .

Eu conheço gente que troca de celular de 6 em 6 meses , pq o aparelho ,o quão moderno ele é , é sinal de ' prosperidade' , de ostentação mesmo.

Competem pra mostrar quem é mais antenado , quem pode gastar mais...disputa de egos.

Se todos entendessem que a função do telefone é receber e fazer chamadas e não fazer café - kkk só falta! - não alimentariam essa indústria de consumo desenfreado...

O homem alimenta seus próprios monstros ...

Anónimo disse...

Muito interessante a discussão que V. suscitou. A gente vive com isso, alguns vivem disso, mas não pára para pensar. Infelizmente, eu até arriscaria dizer que a lei da oferta e da procura e a lei da gravidade, na horizontal. Para fugir a ela, só mesmo uma postura rígida, por parte do consumidor, mas isto é raríssimo: precisaria haver um verdadeiro boicote; caso contrário, as pessoas continuariam a procura pelo mesmo produto e/ou serviço, e o preço continuaria a aumentar.
Em linhas gerais, é mais ou menos isso. E daí entram fatores que a Letícia abordou tão bem, como ego, "status", primazia social, &c. Ó, vida!
Beijinhos, querida,muitos!

Anónimo disse...

A lógica em que se baseia a lei da oferta e da procura é a lógica capitalista. Imagine-se sendo a possuidora do único copo cheinho de água gelada no meio do deserto. Mesmo se houvesse petróleo jorrando do chão, o seu copo d'água seria o produto mais desejado, você daria o preço que quisesse e quem tivesse o valor em mãos pagaria com certeza. É mais ou menos isso: "Eu tenho o que você quer, leve se puder pagar". E os bobões pagam.
www.apareceuaparecida.myblog.com.br

Anónimo disse...

O que a Cida explicou está correto. Na verdade, quanto mais a procura, maior o preço, desde que não haja tanta oferta do serviço, como é o caso do seu cabelereiro, que só tem duas mãos. Mas se há grande oferta de produtos e/ou serviços, os preços desabam, como foi o caso de um salão de beleza em Belém, que lotou de manicures e fazia preços desleais, quebrando as concorrentes próximas. Evidentemente, as manicures também recebiam salários-miséria.

Anónimo disse...

A lógica era pra ser essa sua lógica. Quanto mais vendido, mas barato fica, mas o capitalismo é foda! Bjus.


http://so-pensando.blogspot.com

PS: Não abra um negócio... rsrs

Anónimo disse...

devia ser assim... mas a politica que temos é uma belissima merda lol
beijinhos ******

Camilla K. Boyle disse...

É eu também sei de casos que as manicures oferecem serviços mais baratos na "ilegalidade" e as pessoas vão atrás do mais barato.

Isso que você falou, Cida, é quase como um Leilão, ganha quem oferecer a maior quantia pelo produto. E o lucro é de quem detem a oferta... Como o mundo é injusto!!!

Leticia: Concordo com a sua frase final.

João: É, diz-me o que usas e eu dir-te-ei quem és.

Daniel: O polvo capitalista não dá descanso.

Marta: Nem mais ;)

Anónimo disse...

Apesar de ser uma visão interessante a da menina Camila, está a faltar tocar num ponto importante o preço não sobre só pk sim. Passando a explicar - se a procura aumenta as empresas têm que produzir mais e como tal aumentam os seus custos! Como as empresas não querem perder dinheiro têm que aumentar o preço dos bens! Existe um outro lado para além do lado do consumidor =P
Isto explicado com gráficos e equações tem muito mais piada!