
Ok, este texto está um pouco confuso, sem nexo e fracote, mas foi o que consegui arranjar (para já) no meio da correria que tem sido a minha vida nestes últimos dias.
— Good God, Boyle! — exclamou ele. — Já viste bem a tua cara? Parece que só dormiste duas horas?
— Adivinha só, não dormi nada! — retorquiu ela ante um bocejo. — Os meus vizinhos passaram a noite toda a fazer barulho, a falar alto e a cantar no quintal. Detesto o Verão! Eles ‘tão cá p’ra aproveitar o tempo livre mas esquecem-se que há gente que vive aqui e trabalha no dia seguinte. Eu sei que podia ter chamado a polícia mas depois não queria criar mau ambiente e provavelmente no dia seguinte ainda ia ter alguma surpresa desagradável, então fui p’ra net e fiquei a falar com o Jadson até de manhã.
Achavam-se os dois numa confeitaria. Eram 8:30 da manhã e vagueava no ar um cheiro a bolos acabados de sair do forno e a café quente, o espaço era preenchido pelo som das conversas alegres, o tilintar das loiças e o barulho das máquinas. O ambiente ideal para tomar um pequeno-almoço tranquilo.
— Os vizinhos são sempre uma chatice… mas espera lá, ficaste até de manhã a falar com esse tal de Jadson… muito bem… não me lembro de ficares até tão tarde a falar comigo… very well — e no seu rosto podia-se ver uma pontinha de ciúme.
— Bem, Gustavo, secalhar é porque ‘tou contigo 24 horas por dia enquanto o Jadson vive em São Paulo e só posso falar com ele pela net… — Camilla engoliu o riso. — Não precisas de ficar com ciúmes.
— I’m not jealous — atirou ele desviando o olhar para a empregada de mesa que se dirigia para eles com o pedido. Serviu a ela um croissant torrado e um café com leite e a ele uma Bannoffee Pie (tarte de banana) e um sumo de laranja natural. Num lugar vazio deixou uma torrada e uma meia de leite. — Nhami, Bannoffe! — exclamou Gustavo cujos olhos reluziam ao ver aquele delicioso manjar.
— Gus, que porcaria de pequeno-almoço! Quem é que come Bannoffe a estas horas?
— Eu! Eu e toda a gente! É um bolo como outro qualquer, só que é especial porque faz-me lembrar a minha Irlanda!
Camilla revirou os olhos. Já devia adivinhar!
— És a pessoa mais patriota que conheço. No próximo dia dos namorados ofereço-te dinheiro p’ra tatuares uma bandeira da Irlanda nas costas.
— Dia dos namorados! — exclamou a tia Amélia que se aproximava deles com um jornal debaixo do braço para ocupar o lugar vago na mesa. — Ainda tenho a sorte de vos ver juntos?
— No way! — negou Gustavo entre as goladas ao sumo. — É impossível, ela é como uma irmã p’ra mim.
— E depois, qual é o problema de dois irmãos se envolverem?! Vocês nunca leram “Os Maias”? — brincou a tia. Os três riram embora no fundo soubessem que uma relação entra aquela menina magrela de cabelos rebeldes e aquele jovem de braço tatuado e piercing no lábio fosse totalmente impensável. Assim que as risadas cessaram, a tia mergulhou na leitura do jornal enquanto os dois dedicavam a devida atenção a sua primeira refeição do dia. — Esta notícia está em todos os jornais — comentou a tia —, sobre os dois brasileiros que assaltaram o banco em Lisboa.
— Acho que é muita conversa p’ra uma coisa sem importância — opinou Gustavo. — Digo, Portugal nem é um país violento, thank God, mas quando acontece uma coisa assim as pessoas entram logo em pânico. Não é o fim do mundo! E depois… acha que o facto deles serem brasileiros, angolanos ou israelitas é assim tão relevante? Os portugueses também cometem crimes, sabe!
— Lá está, Gustavo — retorquiu a tia —, cometem crimes mas estão no país deles, daí que talvez a nacionalidade tenha alguma relevância. Tu não vais para a casa dos outros fazer porcaria! Eu não sou contra a emigração, mas desde que eles venham para cá para trabalhar, tudo bem, agora para roubar, assaltar e matar, então não são bem vindos. Pensa bem, o país abre-lhes as portas e eles vêm para cá e começam a assaltar e a matar… depois admiram-se que apareçam os Hitlers deste mundo…
— Não estará a exagerar? — riu Gustavo.
— Claro que não! Basta olhares em volta! A Europa não tem capacidade para suportar tantos emigrantes!
— Eu ontem falei com o meu amigo Jadson sobre isso — o olhar dela cruzou com o olhar dele e foi com deleite que viu que ele ficara afectado —, ele diz que é a vez das antigas colónias invadirem a Europa… o contrário do que aconteceu nos descobrimentos. A história acaba sempre por se repetir…
— Sim, a única diferença é que os europeus quando foram para África ou para a América construíram cidades e instruíram pessoas — contrapôs a tia Amélia. — Não se meterem a assaltar bancos ou a roubar pessoas.
— Ah, então é da opinião que os europeus ensinaram os selvagenzinhos que corriam atrás dos rinocerontes a comportarem-se como pessoas civilizadas — brincou Gustavo.
— Bem, tia, mas eles quando vêem p’ra cá para a Europa também ajudam a construir prédios e cidades, ou esquece-se que eles fazem os trabalhos que mais ninguém faz… e se roubam é porque os europeus, quando foram para lá também roubaram as riquezas dos países deles…
A tia Amélia enrolou o jornal, visto que a conversa começava a interessá-la.
— Que disparate! Não roubaram! Exploraram os recursos, assim como os emigrantes fazem quando vão para outros países. Pela tua lógica, então quando um emigrante abre um negócio noutro país, está a roubar esses recursos. Assim sendo, o teu pai, que foi para o Brasil, é um ladrão. Os pais do Gustavo, que foram para a Irlanda, são ladrões. Eu, que nasci em Moçambique, também sou uma ladra…
— Talvez até tenha razão — disse Camilla. — Mas o Jadson acha que essa exploração é que levou à situação destes países hoje… que o Brasil, por exemplo, está como está porque roubaram o ouro para os palácios em Portugal.
A tia riu sarcasticamente.
— Que coisa mais ridícula! Então essa corrupção e pobreza no Brasil é porque D. João V mandou decorar os palácios a ouro… bem, mas que desculpa mais esfarrapada! Nem sei o que isso tem a ver! Se tivessem sido explorados por ingleses ia ser diferente?! Sinceramente nem sei onde é que se insere a lógica desse teu amigo…
— Tens de escolher melhor as pessoas com que falas, Boyle — atirou Gustavo.
Camilla lançou-lhe um olhar gelado.
— Meninos, eu nasci em Moçambique e vivi lá até ao 25 de Abril. Vocês sabem o que é construírem uma coisa e depois vir alguém e destruir tudo? Tudo bem, eles têm direito à independência, mas vejam só o que eles fizeram com o país, não estavam muito melhor quando lá estavam os portugueses? Agora é o quê: fome, miséria corrupção… está se desenvolvendo, sim, mas é com ajuda estrangeira… Eu acredito que cada povo tem o governo que merece. Vejam o presidente de Angola. É dos homens mais ricos do mundo enquanto povo passa fome!
— Porque também é mantido na ignorância — retaliou Camilla. — Não tem educação e por isso é manipulado pelo governo.
— Camilla, para fazer uma revolução não é preciso um mestrado ou um doutoramento. Se eu tenho fome, vivo em péssimas condições e vejo que o homem que devia de ‘tar a governar o país passa o dia a viajar de iate, então alguma coisa está errado, não é? Parece é que as pessoas, hoje em dia, acomodam-se mais em vez de irem a luta. E quanto àquilo que o teu amigo disse, de ser a vez das colónias a invadir, discordo, porque quando as colónias se tornaram independentes até estavam em boas condições, se depois caminharam para a banca rota, vão culpar os europeus? Eles, entretanto, já tinham sido mandados embora, então é mais fácil condenar o fundador do que o mau governador?
— Sim, talvez até tenha razão, mas temos de concordar que a história está-se a repetir. Só que agora a Europa está a ser invadida pelas suas antigas colónias, e basta pensarmos que agora são os Estados Unidos que “comandam” o Reino Unido.
— E eu repito, se eles vierem para cá para trabalhar, tudo bem, mas não para transformar isto no país deles! Não me parece muito justo, pois não. Digo, a culpa dos conflitos e da situação de África não é culpa da Europa. Eles já tinham estes conflitos muito antes, só que estavam reprimidos, assim que os europeus foram embora, os conflitos explodiram. Daí que a culpa não seja deles — opinou Gustavo. — As pessoas adoram lutar por um pedaço de terra… o mundo é tão grande, há espaço p’ra todos…
— O que eu acho engraçado — disse Camilla —, é que toda a história é contada na perspectiva do homem europeu… sabemos lá como os africanos ou os americanos se sentiram quando viram um barco cheio de gente a chegar no país deles e a tomar-lhe conta das terras, a fazer escravos… Não se trata de arranjar culpados, mas sim aprender com os erros do passado. A história repete-se, e acho até que há uma citação para isso…
— Ai sim, e foi o teu amigo Jadson que a disse? — zombou Gustavo.
— Por acaso até não foi — Camilla respondeu com azedume. — Foi Goethe, esta citação veio no “Mundo de Sofia”. «Quem não sabe prestar contas de três milénios, permanece nas trevas ignorante, e vive o dia que passa» … Toda a história tem dois lados, e nós infelizmente só conhecemos um!
— Good God, Boyle! — exclamou ele. — Já viste bem a tua cara? Parece que só dormiste duas horas?
— Adivinha só, não dormi nada! — retorquiu ela ante um bocejo. — Os meus vizinhos passaram a noite toda a fazer barulho, a falar alto e a cantar no quintal. Detesto o Verão! Eles ‘tão cá p’ra aproveitar o tempo livre mas esquecem-se que há gente que vive aqui e trabalha no dia seguinte. Eu sei que podia ter chamado a polícia mas depois não queria criar mau ambiente e provavelmente no dia seguinte ainda ia ter alguma surpresa desagradável, então fui p’ra net e fiquei a falar com o Jadson até de manhã.
Achavam-se os dois numa confeitaria. Eram 8:30 da manhã e vagueava no ar um cheiro a bolos acabados de sair do forno e a café quente, o espaço era preenchido pelo som das conversas alegres, o tilintar das loiças e o barulho das máquinas. O ambiente ideal para tomar um pequeno-almoço tranquilo.
— Os vizinhos são sempre uma chatice… mas espera lá, ficaste até de manhã a falar com esse tal de Jadson… muito bem… não me lembro de ficares até tão tarde a falar comigo… very well — e no seu rosto podia-se ver uma pontinha de ciúme.
— Bem, Gustavo, secalhar é porque ‘tou contigo 24 horas por dia enquanto o Jadson vive em São Paulo e só posso falar com ele pela net… — Camilla engoliu o riso. — Não precisas de ficar com ciúmes.
— I’m not jealous — atirou ele desviando o olhar para a empregada de mesa que se dirigia para eles com o pedido. Serviu a ela um croissant torrado e um café com leite e a ele uma Bannoffee Pie (tarte de banana) e um sumo de laranja natural. Num lugar vazio deixou uma torrada e uma meia de leite. — Nhami, Bannoffe! — exclamou Gustavo cujos olhos reluziam ao ver aquele delicioso manjar.
— Gus, que porcaria de pequeno-almoço! Quem é que come Bannoffe a estas horas?
— Eu! Eu e toda a gente! É um bolo como outro qualquer, só que é especial porque faz-me lembrar a minha Irlanda!
Camilla revirou os olhos. Já devia adivinhar!
— És a pessoa mais patriota que conheço. No próximo dia dos namorados ofereço-te dinheiro p’ra tatuares uma bandeira da Irlanda nas costas.
— Dia dos namorados! — exclamou a tia Amélia que se aproximava deles com um jornal debaixo do braço para ocupar o lugar vago na mesa. — Ainda tenho a sorte de vos ver juntos?
— No way! — negou Gustavo entre as goladas ao sumo. — É impossível, ela é como uma irmã p’ra mim.
— E depois, qual é o problema de dois irmãos se envolverem?! Vocês nunca leram “Os Maias”? — brincou a tia. Os três riram embora no fundo soubessem que uma relação entra aquela menina magrela de cabelos rebeldes e aquele jovem de braço tatuado e piercing no lábio fosse totalmente impensável. Assim que as risadas cessaram, a tia mergulhou na leitura do jornal enquanto os dois dedicavam a devida atenção a sua primeira refeição do dia. — Esta notícia está em todos os jornais — comentou a tia —, sobre os dois brasileiros que assaltaram o banco em Lisboa.
— Acho que é muita conversa p’ra uma coisa sem importância — opinou Gustavo. — Digo, Portugal nem é um país violento, thank God, mas quando acontece uma coisa assim as pessoas entram logo em pânico. Não é o fim do mundo! E depois… acha que o facto deles serem brasileiros, angolanos ou israelitas é assim tão relevante? Os portugueses também cometem crimes, sabe!
— Lá está, Gustavo — retorquiu a tia —, cometem crimes mas estão no país deles, daí que talvez a nacionalidade tenha alguma relevância. Tu não vais para a casa dos outros fazer porcaria! Eu não sou contra a emigração, mas desde que eles venham para cá para trabalhar, tudo bem, agora para roubar, assaltar e matar, então não são bem vindos. Pensa bem, o país abre-lhes as portas e eles vêm para cá e começam a assaltar e a matar… depois admiram-se que apareçam os Hitlers deste mundo…
— Não estará a exagerar? — riu Gustavo.
— Claro que não! Basta olhares em volta! A Europa não tem capacidade para suportar tantos emigrantes!
— Eu ontem falei com o meu amigo Jadson sobre isso — o olhar dela cruzou com o olhar dele e foi com deleite que viu que ele ficara afectado —, ele diz que é a vez das antigas colónias invadirem a Europa… o contrário do que aconteceu nos descobrimentos. A história acaba sempre por se repetir…
— Sim, a única diferença é que os europeus quando foram para África ou para a América construíram cidades e instruíram pessoas — contrapôs a tia Amélia. — Não se meterem a assaltar bancos ou a roubar pessoas.
— Ah, então é da opinião que os europeus ensinaram os selvagenzinhos que corriam atrás dos rinocerontes a comportarem-se como pessoas civilizadas — brincou Gustavo.
— Bem, tia, mas eles quando vêem p’ra cá para a Europa também ajudam a construir prédios e cidades, ou esquece-se que eles fazem os trabalhos que mais ninguém faz… e se roubam é porque os europeus, quando foram para lá também roubaram as riquezas dos países deles…
A tia Amélia enrolou o jornal, visto que a conversa começava a interessá-la.
— Que disparate! Não roubaram! Exploraram os recursos, assim como os emigrantes fazem quando vão para outros países. Pela tua lógica, então quando um emigrante abre um negócio noutro país, está a roubar esses recursos. Assim sendo, o teu pai, que foi para o Brasil, é um ladrão. Os pais do Gustavo, que foram para a Irlanda, são ladrões. Eu, que nasci em Moçambique, também sou uma ladra…
— Talvez até tenha razão — disse Camilla. — Mas o Jadson acha que essa exploração é que levou à situação destes países hoje… que o Brasil, por exemplo, está como está porque roubaram o ouro para os palácios em Portugal.
A tia riu sarcasticamente.
— Que coisa mais ridícula! Então essa corrupção e pobreza no Brasil é porque D. João V mandou decorar os palácios a ouro… bem, mas que desculpa mais esfarrapada! Nem sei o que isso tem a ver! Se tivessem sido explorados por ingleses ia ser diferente?! Sinceramente nem sei onde é que se insere a lógica desse teu amigo…
— Tens de escolher melhor as pessoas com que falas, Boyle — atirou Gustavo.
Camilla lançou-lhe um olhar gelado.
— Meninos, eu nasci em Moçambique e vivi lá até ao 25 de Abril. Vocês sabem o que é construírem uma coisa e depois vir alguém e destruir tudo? Tudo bem, eles têm direito à independência, mas vejam só o que eles fizeram com o país, não estavam muito melhor quando lá estavam os portugueses? Agora é o quê: fome, miséria corrupção… está se desenvolvendo, sim, mas é com ajuda estrangeira… Eu acredito que cada povo tem o governo que merece. Vejam o presidente de Angola. É dos homens mais ricos do mundo enquanto povo passa fome!
— Porque também é mantido na ignorância — retaliou Camilla. — Não tem educação e por isso é manipulado pelo governo.
— Camilla, para fazer uma revolução não é preciso um mestrado ou um doutoramento. Se eu tenho fome, vivo em péssimas condições e vejo que o homem que devia de ‘tar a governar o país passa o dia a viajar de iate, então alguma coisa está errado, não é? Parece é que as pessoas, hoje em dia, acomodam-se mais em vez de irem a luta. E quanto àquilo que o teu amigo disse, de ser a vez das colónias a invadir, discordo, porque quando as colónias se tornaram independentes até estavam em boas condições, se depois caminharam para a banca rota, vão culpar os europeus? Eles, entretanto, já tinham sido mandados embora, então é mais fácil condenar o fundador do que o mau governador?
— Sim, talvez até tenha razão, mas temos de concordar que a história está-se a repetir. Só que agora a Europa está a ser invadida pelas suas antigas colónias, e basta pensarmos que agora são os Estados Unidos que “comandam” o Reino Unido.
— E eu repito, se eles vierem para cá para trabalhar, tudo bem, mas não para transformar isto no país deles! Não me parece muito justo, pois não. Digo, a culpa dos conflitos e da situação de África não é culpa da Europa. Eles já tinham estes conflitos muito antes, só que estavam reprimidos, assim que os europeus foram embora, os conflitos explodiram. Daí que a culpa não seja deles — opinou Gustavo. — As pessoas adoram lutar por um pedaço de terra… o mundo é tão grande, há espaço p’ra todos…
— O que eu acho engraçado — disse Camilla —, é que toda a história é contada na perspectiva do homem europeu… sabemos lá como os africanos ou os americanos se sentiram quando viram um barco cheio de gente a chegar no país deles e a tomar-lhe conta das terras, a fazer escravos… Não se trata de arranjar culpados, mas sim aprender com os erros do passado. A história repete-se, e acho até que há uma citação para isso…
— Ai sim, e foi o teu amigo Jadson que a disse? — zombou Gustavo.
— Por acaso até não foi — Camilla respondeu com azedume. — Foi Goethe, esta citação veio no “Mundo de Sofia”. «Quem não sabe prestar contas de três milénios, permanece nas trevas ignorante, e vive o dia que passa» … Toda a história tem dois lados, e nós infelizmente só conhecemos um!


11 comentários:
Camilla,
acho que esta conversa foi rentável, mas infelizmente passou a impressão de que a Tia Amélia não é apenas xenofóbica, como tem a mentalidade tipicamente européia de que a exploração portuguesa no Brasil foi apenas um fato sem dores de parto...
No fundo, mandar recursos de um país inexplorado para outro país... é roubo.
Saíram da própria casa, para vir roubar... gente... consdiderada por eles ignorante...
Por que os nativos eram ignorantes?
Por não usarem garfo ou seda?
"It is a hard history!"
Ainda assim, desaprovo a conduta feia de meus compatriotas de assaltarem fora do lar... porque roubar em casa já feio, mas fora dela é ainda mais... Me parece que estão querendo devolver na mesma moeda a lição penosa pela qual passaram os antepassados...
Mas acho a nacionalidade dos assaltantes irrelevante, porque roubar é feio, seja feito por quem for...
Beijos (Des)conexos!
P.S.: Obrigada pelo MEMME!
não acho q esteja nada fracote, gostei bastante da conversa e apesar de serem 19.25h fiquei com vontade de lero jornal e tomar o pequeno almoço numa qualquer pastelaria com vista para o rio douro :)
Estou tão atolada que não terei tempo pra ler agora menina mas volto , leio e comento decentemente , juro.
Passei pra te deixar umas bjks.
Esy: Minha tia é extremamente europeia e talvez seja um pouco de direita, mas é uma excelente pessoa (no total sentido da palavra) e pelo que passou eu até compreendo a sua maneira de pensar. Mas também discordo com ela em muitos pontos e não vejo os europeus como uns santinhos. Por outro lado, e vivi em Portugal uma vida inteira e sei, que isto se tornou mais violento desde que veio para cá o grande número de brasileiros que veio. Dai que apareçam os movimentos de contestação aos imigrantes. "Nada aparece por acaso". Sim, acredito que a história se esteja repetindo so que agora os ladroes sao outros, mas tal como você disse e eu concordo, a maldade não é cultural, é humana, daí que a nacionalidade não seja muito importante =). Beijinhos.
Marinha: Obrigado =). Quem me dera a mim poder ter vista para o rio Douro, mas infelizmente aqui no Algarve só temos turistas a cheirar a protector solar xD.
Leticia: Não se preocupe, eu sei bem o que é não ter tempo, mas estou te aguardando ;).
Também estou passando "medicamente" só pra dizer que postei no O Arroto e na Casa do Poeta. Com tempo, volto para ler o texto com calma. Bjus e bom final de semana.
http://so-pensando.blogspot.com
http://poetasreunidos.blogspot.com
http://o-arrotoooo.blogspot.com
Voltei.
Coversa produtiva e intressante ...essas suas tias ( ou é só uma?) são ótimas!
Agora realmente na Europa se assustam muito com o que é corriqueiro aqui mas tbm não dá pra achar bom isso ser tão rotineiro.
Eu concordo com o Gustavo ... o mundo ainda é muito grande.
Agora fiquei pensando na sua situação aí : vc estuda , mora , vive em Portugal ; será que está roubando oportunidades de um legítimo português?!
Acho que o pensamento não pode ser por aí...
Del�cia de texto! � uma viagem para fora e para dentro, ao mesmo tempo... introspec�o e haustos do mundo exterior. Cen�rio prosaico para mensagens profundas da alma humana. Adorei. Vou voltar, ainda, pra reler, pois � ... hm... vou ser pouco original... admir�vel!
Adoro este espacinho.
Obrigado, linda, pela sua visita e pelos votos ao meu velhinho, sim?
Beijos, beijos, beijos, muitos!
Falo minhas as palavras da Letícia. Bjus e ótima semana.
http://so-pensando.blogspot.com
Gostei muito do dialogo e nao achei fraca nao, pelo contrario!
E especialmente amei o final, infelizmente temos a tendencia de ver apenas um lado da situação, e creio que na minha critica sobre a legalização vi somento um tbm!
E voce nao é ultrapassada, pelo contrario uai, tem uma opiniao formada e argumentos pra sustenta-la!
x)
beeeeijo
Estão sempre a por esperanças em nós. Eu gostei desta conversa e não vejo mal nenhum em comer bannofee as 9 da manha hehehe
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