"Crónica de Costumes"

sábado, 19 de abril de 2008

Já dizia Proudhon...

"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos e anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade publica e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justica e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar a tamanha sujeiçao durante sessenta seculos?" - Pierre Joseph Proudhon

Como me idenfico com esta ideologia! Como detesto ser controlada! Como detesto aquilo em que o mundo está se tornando! Por vezes quando viajo de autocarro (ônibus, se preferirem), fico pensando como seria o mundo se as coisas tivessem evoluído de maneira diferente, senão houvesse dinheiro, se as pessoas não estivessem que estar sempre lutando para conseguir ter algo melhor do que outro... e então vocês respondem: «seria um caos total». Sim, e olham para mim com uma expressão de comiseração e dizem «isso é da idade, quando chegares aos 40 anos já não pensas assim». Não, meus amigos! Detesto controlo, detesto manipulação, repreesão e todas as outras armas que a sociedade usa para nos condicionar... quero liberdade plena!!! Senão pego em mim e fujo para o Alaska como fez o Chris McCandless (para entenderem a piada leiam "O Lado Selvagem"). O mundo poderia ter sido diferente, poderia ter sido verdadeiramente Admirável... pelo menos quando fecho os olhos para mim ainda é...

* Anarchy for free humanity *

Ps: Preciso urgentemente de ler "A Utopia" do Thomas Moore

7 comentários:

Anónimo disse...

Pronto, já baixou o espirito do Proudhon nela! Muito gostas tu de senhores de barba "hisurta e afável" LOL. O mundo seria muito bom se fosse assim como nós imaginamos e é por isso que tu escreves, transportas para o papel tudo o que não podes concretizar... e é frustrante! No fundo nunca acabamos por ser aquilo que queremos. Mas o que achei mais piada foi ao facto de ires contra ao que anteriormente acreditavas, também por começaste abrir a mente e não caiste mais na lavagem cerebral que a tua tia às vezes te faz. São os teus ideiais e tem tudo a ver com aquilo que tu és. Anarquista!!!

No dia em que chegar ao fundo da tua mente vou-me sentir o gajo mais realizado do mundo! Hehehe é como te disse (e agora tou sóbrio): o teu cérebro bate qualquer prémio nobel da literatura.

Anónimo disse...

BTw, os teus leitores não se fartam de textossobre política e pensamentos anarquistas de uma jovem de 19 que se sente como um génio socialmente incompreendido?! Venha dai um romance, pah! Tenho já um tema ideal, algo que nós falamos muito... [suspence]

Anónimo disse...

Ai, nem me fale nessa bagunça! Eu já deixo a minha casa uma anarquia, por conta dos dois moleques que tenho, e você quer transformar o mundo nessa bagunça? Onde vou poder achar uma cafeteria decente? (todos vão estar viajando, ou tomando cafés com os pés sobre a mesa!). Onde vou achar um shopping que fique aberto até às 10 da noite e aos finais de semana? Onde vou conseguir ler jornais que são entregues às 5h, na porta de casa?
Sim... Pode me chamar de burguesa mimada... kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anónimo disse...

"pensando como seria o mundo se as coisas tivessem evoluído de maneira diferente". Melhor resposta: Seja uma anarquista, que nem eu!. Bjus e boa semana.

Leticia disse...

Ai lindinha ter nossa "liberdade" cercaneada é o preço para termos certos privilégios como a Mirian já escreveu.

Vale a pena?!
Só saberíamos se pudessémos experimentar o outro lado da moeda.

Esse seu pensamento todo , adolescente ou não , é que pode ser a válvula propulsora de alguma mudança...afinal se começa de algum lugar.

Marcos Pontes disse...

O sentimento de posse é inerente à condição humna. A posse, por sua vez, leva ao controle de le e o uso de qualquer artifício para não se perder o que se tem. Esse controle termina extrapolando para além das posses pessoais, mas para as sociais. A boa vizinhança, os hospitais, as ruas seguras, a escola decente... Daí a necessidade de normas para que não percamos o que conquistamos e não retragimos. A utopia é legal, mas utopia, apenas.

Anónimo disse...

http://blues-na-veia.blogspot.com

Meu mais novo blog dedicado a discografia e biografia dos grandes artistas do gênero. Passa lá e me diz o que achou. Bjus.