"Crónica de Costumes"

terça-feira, 1 de abril de 2008

Álcool


Esta história não aconteceu comigo, porém é baseada em factos reais pois diariamente, por esse Admirável Mundo fora, situações semelhantes acontecem. Longe de exercer um papel moralista, queria conscientizar os jovens para a gravidade de erros como este... todavia talvez o texto careça de qualidade...

Convencer os pais a ir àquele concerto havia sido uma árdua tarefa! Trinta intermináveis dias de bajulações, de promessas de melhor comportamento, de tentativas (ocasionalmente frustradas) de arrumar a casa com o intuito de agradar e até mesmo de ameaças de fuga domiciliária... Enfim, de tudo eles tentaram para ter a autorização (e o dinheiro) dos pais para ir àquele festival de rock, afinal, não era todos os dias que os Simple Plan, os Paramore e os The Klaxons passavam por aquela zona do Admirável Mundo e como tal tudo valia para conseguir ir. E agora, na véspera do concerto, realizavam-se os últimos preparativos. Aquele concerto fora o tema de conversa de quase toda a semana, a razão dos bilhetinhos durante as aulas e das frases no Messenger. E era já amanhã!!! Eles estavam com os nervos em franja.

Acho que quando os Simple Plan entrarem em palco tenho um ataque! — dizia Joana, ao telefone com Becky.
Podes crer, o Pierre é tão bonito! — sonhava Becky. —
E Paramore também... este festival promete. Temos que tirar muitas fotos... eu vou levar a T-shirt que tenho dos Klaxons...

Porém, para além de ver o concerto eles também tinham outros planos.


[c=3] Gustavo [/c=3] diz:
Ivan, antes de irmos p’ró recinto temos que passar no supermercado p’ra comprar umas cervejas.
(Y) Ivan – Concerto Amanha!!! XD diz:
Mesmo! Já tinha falado com o Marco. Ele vai levar Vodka e Sangria. Vai ser de morte, amanhã.

A ansiedade os consumia, mal dormiram de noite, o coração pulsava, ora pausadamente, ora insistentemente, martelando contra as costelas... e depois de tantas voltas na cama o cansaço acabou por vencer. Contavam as horas, mas parecia que quando se queria tanto uma coisa, que o tempo temia em passar... as horas estendiam vagarosamente... Quando finalmente se fez horas de ir para o concerto, a mãe da Joana foi levar a filha, Raquel e Becky ao recinto. Elas haviam combinado ir mais cedo pois queriam ser as primeiras a entrar quando os portões fossem abertos. Gustavo, Marco e Ivan já lá estavam com as bebidas e não seria bom se a Sra. Maria visse aquela quantidade descomunal de álcool. Como era já habitual e típico dos pais, elas passaram a viagem toda a ouvir recomendações.

— Tenham muito cuidado com esses concertos de rock, parece que as pessoas ficam loucas e começam aos encontrões umas às outras... ainda se magoam... e cuidado com as bebidas... nunca deixem o vosso copo largado por aí, hoje em dia há gente que se diverte a pôr porcarias nas bebidas dos outros...

Joana limitava-se a acenar afirmativamente com a cabeça, alheia ao que a mãe dizia, era sempre assim, a ansiedade entupia os ouvidos e cegava a sanidade, a adrenalina era quem comandava. Raquel e Becky abafavam as risadas… se a Sra. Maria soubesse…

Finalmente chegaram. Já estavam lá inúmeras pessoas, algumas deitadas no chão, torrando ao sol, outras tocando instrumentos e outras ingerindo álcool. Gustavo, Ivan e Marco estavam a um canto e graças ao aviso prévio de Joana conseguiram esconder as bebidas antes que a mãe dela as visse… e mais recomendações vieram…

— Gustavo, vocês tenham juízo e cuidado, e toma bem conta da Joana e das amigas dela…

Sorrisos, promessas e a mãe da Joana foi embora, descansada e porém reticente quanto ao que poderia acontecer, temia sempre as festas, os concertos, as saídas, onde a sua filha estava longe da sua alçada, exposta aos perigos que correm por esse mundo fora…

— Ainda bem que a tua mãe não viu isto — Gustavo abriu a sua mochila e tirou de lá uma garrafa de cerveja já pela metade. — Vocês querem?
— Claro, e também trouxemos algumas — Joana mostrou ao namorado a quantidade de Smirnoffs que trazia na mala.
— Alguém trouxe alguma coisa p’ra comer? — indagou Marco por entre as goladas que dava à sua cerveja.
— Ah, isso compra-se aí dentro — respondeu vagamente o Ivan. Aos seus pés jaziam várias garrafas de cerveja que ele bebera, notava-se que ele já tinha a cara ligeiramente rosada, típico de quem já ingerira alcóol em demasia.

Aguardaram… Gustavo e Joana entretiveram-se aos beijos enquanto Ivan e Raquel tiveram que aturar com Marco e Becky a discutir, felizmente tinham as bebidas como distracção… e no chão o número de garrafas vazias ia aumentando…

Já pouco faltava para as seis, hora que abririam o recinto, quando Diana apareceu na companhia do seu namorado Bruno e do amigo dele, Diogo. Becky agarrou-se ao Ivan, que se achava já zonzo com a quantidade de cerveja e sangria que bebera.

— Pessoal, já vi que aqui está tudo muito animado! — fez notar Diana quando os viu a rirem lunaticamente para o ar. — Foram vocês que beberam isto tudo?

Marco levantou-se com alguma dificuldade, a cambalear, e abraçou-se à Diana.
— Fomos nós… hahahaha, já viste os estragos que um bando de putos faz — as suas pernas tremeram e o seu peso caiu sobre Diana, Bruno teve que a ajudar a sustentá-lo nos braços. — Tem piada, não tem?! — e riu desvairadamente.
— Os concertos ainda nem começaram e vocês já estão podres de bêbados! — comentou Diana.
— Deixa estar, Di — disse Bruno ajudando Marco a sentar-se no chão. — Pelo menos ‘tão-se a divertir, não ‘tão com a cara fechada como o Diogo!
— Podemos ir embora daqui? — perguntou Diogo, ele evitava olhar para Becky que cantava abraçada ao Ivan uma música dos Paramore.

Diana riu para ela mesma pois sabia que Diogo estava com ciúmes e pensava que Becky namorava com Ivan. Ela estava um pouco com o pé atrás de deixar os amigos sozinhos naquele estado, mas Gustavo e Joana pareciam estar em melhores condições, conquanto naquele instante parecesse colados pelos lábios. Afastou-se portanto, a sua consciência descansada de que estava a fazer o certo.

Abriram o recinto e eles, indolentemente, levantaram-se. Gustavo e Joana pareciam mesmo os mais sóbrios, o resto do grupinho ria animadamente. Passaram pelos seguranças e foram revistados como habitualmente. Já não tinham garrafas pois já as haviam esvaziado quase todas.

— Pessoal, acho que vou comprar uns cachorros-quentes para comer — anunciou Gustavo. — É melhor comermos já qualquer coisa. Queres também, mor? — perguntou directamente a Joana.

Ela anuiu com a cabeça e eles foram comprar os cachorros juntamente com Raquel que estava demasiado alegre (devido às bebidas), e com Ivan, que cambaleava. Deixaram Marco e Becky para trás, aguardando por eles. Ivan recusou-se a comer, optando por gastar o seu dinheiro a comprar ainda mais bebidas, comportamento que os seus amigos criticaram uma vez que já havia muito tempo que ele não comia nada. Quando regressaram para junto de Marco e Becky ficaram boquiabertos quando os encontraram aos beijos. Joana até engasgou-se com a bebida… nunca imaginara ver a melhor amiga aos beijos com o rapaz que ela tanto criticava.

— Foi preciso umas dez cervejas para isto acontecer! — comentou Raquel e eles riram… Ivan nada via à frente.

Comeram e beberam ainda mais…

— Pessoal, é melhor irmos andando — anunciou Joana. — Daqui a pouco os Klaxons entram em palco.
— Vão vocês — disse Marco por entre os beijos que dava à Becky. — A gente já vai lá ter — e enlearam-se de tal forma que era impossível determinar onde começava o corpo de um e terminava o do outro.
— Amanhã quando eles tiveram sóbrios nem vão acreditar no que aconteceu aqui! — brincou Gustavo. — Ivan, ‘tás bem?
— Então não ‘tou?! — Ivan falava arrastadamente. — ‘Bora já ver os Klaxons — e puxou Gustavo e Raquel pelos braços, eles notaram que ele já andavam aos ziguezagues.

A multidão já se aglomerava junto do palco, eles caminharam até encontrarem um ponto estratégico onde pudessem ficar a assistir aos concertos. Estavam ansisos…
— Só acho mal os Simple Plan serem os últimos — queixou-se Gustavo, abraçando-se a Joana. — Vim aqui mais por ele, e por Klaxons também… Paramore até não curto muito, mas Simple Plan é aquela base.
— Isto nunca mais começa! — exasperava Raquel.

Diana passou por eles de mão dada com Bruno.
— Ah, ainda bem que já ‘tão sóbrios — disse ela com um sorriso. — Mas vocês viram o Marco e a Becky lá atrás… estavam bem animados os dois!!!
— Sem comentários — riu Joana.

Ouviu-se barulho no palco e a multidão agitou-se. Os Klaxons entrarem em palco e ouviram-se gritos… a adrenalina começava a fervilhar qual água do café. Quando a banda começou a tocar e o vocalista a cantar, a multidão acompanhou-os, cantando, agitando-se ao som da música, era uma alegria contagiante.

— Ah!!! Eles vão tocar «Magick», agora! — gritou Raquel, emocionada. — Adoro essa música.

Ivan estava mais solto, desinibido depois da quantidade de álcool que bebera, porem já parecia sentir a cabeça a andar à roda, o seu estômago reclamava comida e o chão parecia querer fugir-lhe dos pés… O som insistente da música, a agitação das pessoas causava-lhe tonturas, parecia que o ar congelara nos seus pulmões e custava-lhe a respirar apesar de suar a potes. Sentia um nó na garganta e uma forte azia.

— Gus… acho que… acho que não me sinto bem! — gaguejou ele colocando a mão no ombro do amigo, tremia como varas verdes.

Gustavo quando olhou para trás para ver o que se passava gelou ao ver o rosto pálido do melhor amigo. Ivan caiu no chão, incosciente. Raquel e Joana começaram aos gritos enquanto Gustavo, assustado, se debruçava sobre o amigo. As pessoas que se achavam à volta deles afastaram-se com o desmaio de Ivan. Algumas reclamavam e outras estavam totalmente alheias, distraídas com o som dos Klaxons.

— Ele ‘tá vivo! — suspirou Raquel tomando-lhe a pulsação. — Só desmaiou.
— Temos de tirá-lo daqui! — disse Joana que estava nervossíssima.

Gustavo, com alguma dificuldade, levantou o amigo e o carregou, abrindo caminho por entre a multidão que reclamava, pois todos queriam ver o concerto, ninguém ofereceu ajuda. Ivan abriu os olhos, atordoado, enquanto era arrastado dali para fora pelos amigos… murmurou algo imperceptível.

— Calma, mano, ‘tamos a sair desta confusão — disse Gustavo com alguma dificuldade.

Ivan gemeu, caiu de joelhos no chão e vomitou aos pés de um rapaz.

— Ei! — enervou-se o rapaz afastando-se do vómito. — Qual é a tua?
— Ele ‘tá mal disposto — informou Gustavo ajudando o amigo a levantar-se. — Aguenta, Ivan.

Mas o rapaz não compreendeu, somente reclamava. Continuaram a caminhada até finalmente libertarem-se da multidão… Ivan jogou-se novamente ao chão e vomitou de novo.

— Ele não pára de vomitar! — assustou-se Joana, tinha já algumas lágrimas nos olhos. — Ele pode sufocar!!!
— Raquel, vai chamar ajuda — implorou Gustavo debruançando-se sobre o amigo para o ajudar.

Raquel começou a correr, no encalço de algum médico ou enfermeiro que os pudesse ajudar. Como episódios como aqueles eram já tão usuais as pessoas que passavam não faziam casa e ignoravam o desespero que perscrutava Joana e Gustavo. Cinco minutos mais tarde Raquel regressara juntamente com uma paramédica de sensivelmente vinte e cinco anos.

— Por favor, ajude-nos — suplicou Gustavo. — Ele não pára de vomitar.
— O que foi que ele bebeu? — questionou a paramédica abaixando-se para o examinar.
— Foi muita coisa… cerveja, vodka, sangria, um pouco de absinto — enumerou atraplhadamente Joana.

A paramédica contorceu os cantos da boca em sinal de discordância.

— Achas que consegues ajudar-me a levá-lo até à enfermaria? — perguntou ele ao Gustavo.

Gustavo anuiu com a cabeça e eles levaram Ivan até à tenda onde estava montada a enfermaria. Ivan ia arrastado, deixando atrás de si um rastro de vómito. Raquel e Joana já choravam, desesperada… e lá ao fundo, no palco, anunciava-se que os Klaxons iam tocar a última música para depois serem substituídos pelos Paramore.

Quando chegaram à enfermaria deitaram Ivan numa cama. Felizmente ele parara de vomitar, mas agora respirava com alguma dificuldade.

— Bebe um pouco de água — ofereceu a paramédica. — Ele comeu alguma coisa?
Os jovens entreolharam-se.
— Er… aa… ele só almoçou uma pizza…
— Mas onde é que vocês têm a cabeça — repreendeu a paramédica. — Beber de estômago vazio!!! Vou ter que telefonar para um ambulância… ele vai ter que fazer uma limpeza ao estômago… foi uma sorte não ter entrado em coma alcoólico.
— Ele vai ficar bom? — perguntou Gustavo, alarmado.
— Vai — respondeu sucintamente a paramédica. — Pelo menos já parou de vomitar. Tenho que ligar p’ra mãe dele…
— Não, isso não!!! — suplicou Gustavo. — Ela vai pô-lo de castigo!!!
— Era o que ele merecia… e vocês todos… onde é que estavam com a cabeça?!
— Nós só trouxemos umas bebidas para curtir aqui no concerto — proferiu Raquel num múrmurio, as suas bochechas estavam rosadas de vergonha. — Mas o Ivan exagerou e misturou várias bebidas…
— Sinceramente… vocês não podem beber tudo o que vos dá na telha… — repreendeu a paramédica. — Senão sabem beber, não bebam… podia ter acontecido alguma coisa pior ao vosso amigo
— A gente nem pensou nisso — confessou Joana fitando os pés. — É tão normal beber-se nos concertos.
— Sim, mas lá porque acontece aos outros não quer dizer que não deixe de acontecer a vocês… francamente, vocês pouco mais de catorze anos devem ter… acham que já é idade para começarem a beber?
— Uma bebedeira nunca matou ninguém — respondeu Gustavo encolhendo os ombros.
— Pois, é sempre assim que vocês pensam, não é, que quem não bebe não se diverte, não têm histórias para contar, mas digam-me lá, no meio desta confusão toda acabaram por se divertir?

Eles entreolharam-se
— Não — concluíram por fim. — Nem vimos direito o concerto dos Klaxons e acabámos por perder o dos Paramore.
— Pois… e tudo por causa da vossa irresponsabilidade… as pessoas não precisam de álcool para se divertir…

Baixaram as cabeças, envergonhados com a repreensão. Na cama, Ivan chorava, afirmando que nunca mais iria beber na vida.
— Isso prometem todos sempre, agora resta saber se vão cumprir… P’ra vocês isto que eu ‘tou a dizer é uma seca… eu sei, já tive a vossa idade… mas as vezes é bom levar estes puxões de orelhas p’ra vocês verem se acordam p’ra realidade… Vocês não fazem ideia do que essas bebedeiras que apanham agora podem causar no futuro… O álcool diminui a vossa capacidade de concentração, afecta a vossa memória — Joana retorceu-se, pensando como seria esquecer-se das suas falas no teatro. — E contribui muito para a morte das células cerebrais… e posso vos contar uma história?

Eles disseram que sim, estavam interessados no que a paramédica dizia, estavam preocupados com o estado do Ivan.
— O meu pai começou a beber assim, nas festas com os amigos… com o passar dos anos foi-se habituando a beber sempre que saía com os amigos… voltava bêbado para casa… era violento, batia na minha mãe, no meu irmão mais velho… destruiu o casamento dele, perdeu o emprego e já não conseguia parar, pouco a pouco ficou viciado, bastava um copo de vinho para ficar bêbado e hoje, por causa da minha insistência, está numa clínica de reabilitação a ver se larga o vício… e tudo começou com as bebedeiras que começava como jovem… depende muito das pessoas, mas pensem bem se é isso que querem para a vossa vida, para o vosso futuro… vocês são jovens cheios de vida, não precisam de álcool ou de drogas para se divertirem…

— Eu não bebo mais — gemeu Ivan. — Não quero mais sentir o cheiro da cerveja.

Seria verdade!? Pelo menos temporariamente o susto servira de lição, e o conselho dado pela paramédica talvez ajudasse… enfermeiros entraram na tenda e carregaram o Ivan para a ambulância.

— Ivan, o que se passa contigo, filho?! — choramingava a mãe dele quando o viu.

Agitação, gritos, choro e eles entraram na ambulância. Gustavo, Raquel e Joana ficaram para trás, ainda assustandos com o acontecera, as roupas sujas de terra e a cheirar a vómito.

— Espero bem que o Ivan melhore — disse Raquel limpando as lágrimas com as costas da mão. — Fiquei assustada com aquilo que a paramédica disse!
— Também eu — disse Gustavo em poucas palavras.

Lá ao longe ouviam os Simple Plan a cantaram mas não serviu para os tranquilizar, a sua noite já havia sido estragada com os acontecimentos e somente as melhoras de Ivan podiam trazer algum ânimo

— Vá, não fiquem com essa cara — animou a paramédica. — Ele vai ficar bom, mas pelo menos pensem naquilo que eu vos disse.

E dentro da cabeça deles as palavras dela não paravam de ecoar. Saíram da tenda, cabisbaixos.
— Nem os Simple Plan conseguem-me animar — queixou-se Gustavo.
Olharam para o lado e viram Marco e Becky aos beijos, ainda os dois bêbados, pelo menos uma coisa boa que o álcool havia feito… ajudara aqueles dois a ficarem desinibidos…

— É, pelo menos para alguém este concerto valeu a pena — suspirou Raquel.

5 comentários:

Anónimo disse...

é concordo com vc o álcool em excesso é perigoso e mesmo assim as pessoas não se cuidam. abraços

Anónimo disse...

Klaxons, Paramore, Simple Plan, mas que concerto tão egocêntrico!!! LOL

Curti da lição que deste, principalmente porque é assim que o vício começa, apesar de muita gente não saber disso. Só acho que faltou mais qualquer coisa... talvez devesses de refazer aí algumas ideias...

Anónimo disse...

Bom final de semana. Um bju.

Esyath disse...

Camilla,

li e vi humor, espontaneidade na hora de aconselhar os leitores, e principalmente encontrei franqueza nos dizeres. Quando somos jovens vamos agindo por impulso, perdendo aos poucos o limite e infelizmente parece que só o reencontramos quando levamos um grande susto... uma pena que nem sempre consigamos avaliarmos o estrago antes que ele aconteça... Tudo deve ser feito equilibradamente... nem de mais, nem de menos.
Quanto ao novo casalzinho... - risos - Não dizem que o amor e o ódio andam juntos? Além do mais... quando há muita implicância... muitos dizem que é... porque há uma segunda verdade por trás...

Beijos (Des)conexos!

Camilla K. Boyle disse...

Rsrsrs Esyath acertou na mosca. Eu me lembro quando foi comigo, quando comecei a sair para as discotecas. Via meus amigos todos tontos, já tocados pela bebida e também eu bebia, me sentia mais desinibida, mas também vi muitas festas terminarem mal por causa de consumo exagerado do álcool, e então eu pensava «valeu de alguma coisa beber aquilo tudo? Se divertiu?».

Já apanhei muitas bebedeiras e também não me alegro muito porque muitas terminaram mal, e quando a minha tia me disse como o meu pai havia começado a beber eu fiquei com medo, daí que agora bebo muito pouco álcool quando saio. Sinceramente, acho que não é necessário para nos divertimos, e a verdade é que as noites correm muito melhor quando não tem ninguém por perto vomitando.

E sim, o casalsinho sempre andou nessa relação de amor-ódio, que eu até gosto muito, e eu quis que eles se envolvessem enquanto bebados justamente para relatar os casos de pessoas que acabam ficando por conta do alcool mesmo não tendo qualquer afinidade. =D

Teflon, já vistes, só no Admirável Mundo Moderno de C.K.Boyle é que se consegue reunir tantos músicos bons ao mesmo tempo. Acho que prá proxima junto o Moby à festa =P