
“O estribilho "regresso à natureza!" provém de Jean-Jacques Rousseau. Ele explicou que a natureza era boa e por isso o homem também era bom "por natureza". Todo o mal residia na sociedade civilizada que afastava o homem da sua natureza. Por isso, Rousseau queria também deixar viver as crianças no seu estado "natural" de inocência tanto tempo quanto possível”
In O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder
Tenho de concordar. Digamos que a vida em sociedade está mais carregada de vícios do que propriamente de virtudes. Certa vez passei de carro por um acampamento cigano e a minha mãe disse: «Os ciganos podem ser o que for mas nunca ouves falar de pedofilia entre eles, são muito mais civilizados que muito homem de gravata». Mais uma vez tenho de concordar, é curioso que aqueles a quem os homens civilizados chamam de “selvagens” são os que têm comportamentos mais correctos. Os índios não conhecem a corrupção, a pedofilia, a violência doméstica, o vício de estupefacientes e nem cometem crimes psicóticos daqueles que achamos que só acontecem no CSI. Então penso, de que adianta todo esse progresso do homem se no fundo ele acaba por aniquilar a “bondade” com que nasceu. Sabem, custa-me um pouco a acreditar que uma pessoa já nasce com um cérebro mal formado e uma predisposição para o cometer actos hediondos. Talvez prefira ser ingénua e pensar que a maldade é algo que o indivíduo adquire ao longo da vida, porque nascer com ela, é assustador.
Sabem, sou muito mente aberta, mas quando se trata de progresso tecnológico, sou algo que “conservadora”. De que adianta o homem inventar tanta tecnologia para acabar escravo dela e totalmente dependente, tornando cada vez mais comodista. Será verdadeiramente importante um MP3 com GPS, câmara de filmar e que faça torradas tudo incorporado? No fundo acho que esta tecnologia toda acaba por corromper o homem. Pensemos que muitos dos crimes que se cometem agora são muito piores do que se cometiam há séculos atrás. Bom, tirando é claro o período Romano e o Período da Inquisição. Acho que estou a começar a acreditar no Huxley quando escreveu o “Admirável Mundo Novo”. Acabaremos vítimas do nosso próprio progresso, basta olharmos em volta para constatá-lo.
In O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder
Tenho de concordar. Digamos que a vida em sociedade está mais carregada de vícios do que propriamente de virtudes. Certa vez passei de carro por um acampamento cigano e a minha mãe disse: «Os ciganos podem ser o que for mas nunca ouves falar de pedofilia entre eles, são muito mais civilizados que muito homem de gravata». Mais uma vez tenho de concordar, é curioso que aqueles a quem os homens civilizados chamam de “selvagens” são os que têm comportamentos mais correctos. Os índios não conhecem a corrupção, a pedofilia, a violência doméstica, o vício de estupefacientes e nem cometem crimes psicóticos daqueles que achamos que só acontecem no CSI. Então penso, de que adianta todo esse progresso do homem se no fundo ele acaba por aniquilar a “bondade” com que nasceu. Sabem, custa-me um pouco a acreditar que uma pessoa já nasce com um cérebro mal formado e uma predisposição para o cometer actos hediondos. Talvez prefira ser ingénua e pensar que a maldade é algo que o indivíduo adquire ao longo da vida, porque nascer com ela, é assustador.
Sabem, sou muito mente aberta, mas quando se trata de progresso tecnológico, sou algo que “conservadora”. De que adianta o homem inventar tanta tecnologia para acabar escravo dela e totalmente dependente, tornando cada vez mais comodista. Será verdadeiramente importante um MP3 com GPS, câmara de filmar e que faça torradas tudo incorporado? No fundo acho que esta tecnologia toda acaba por corromper o homem. Pensemos que muitos dos crimes que se cometem agora são muito piores do que se cometiam há séculos atrás. Bom, tirando é claro o período Romano e o Período da Inquisição. Acho que estou a começar a acreditar no Huxley quando escreveu o “Admirável Mundo Novo”. Acabaremos vítimas do nosso próprio progresso, basta olharmos em volta para constatá-lo.


7 comentários:
Menina , São Paulo parou quando ficou sem internet!...
Eu tbm sou reticente á certas tecnologias ; hoje se compra mais pra ostentar o que se tem do que por necessidade real.
Eu , por exemplo, tenho o mesmo celular há 4 anos : básico a vida toda sem aqueles mil coisas...meus alunos ficam doidos ; tem celular que só falta fazer café!
O meu recebe e faz ligações , afinal não é pra isso?
A internet é uma ferramente absolutamente indispensável hoje me dia. Às vezes, me pego pensando se chegaremos no estágio do filme do Will Smit, O Eu Robô tamanha a velocidade com que a modernidade nos toma. Já comentei o seu texto no O Arroto; e que bela arrotada! rsrs. Bjus e bom final de semana.
http://so-pensando.blogspot.com
Eu penso às avessas de você e Rousseau. Para mim, o homem é naturalmente "mau" e a sociedade trata de encaixotá-lo e fazê-lo "bom" para ela.
Pense bem... Se você fosse fazer tudo o que você realmente quisesse e gostaria de fazer, e sabendo que isso lhe traria prazer, tudo isso seria condenável pela socidade ou não?
Existe um ditado que diz: tudo o que é bom, ou é pecado ou engorda.
Criança, quando nasce, não sabe o que é pecado ou o que é certo ou errado, portanto, para ela tudo é bom - tirar o brinquedo do irmão aos tapas, morder o amiguinho que caiu sobre ele sem querer, jogar o que não quer no chão, fazer birra, mamar e comer quando quer e na hora que quer, não se importar com o tempo dos outros e muito menos com os outros, aliás, ele é o centro do mundo. E engana-se muito quem acha que criança é inocente - a percepçào infantil é fantástica! É claro que isso não faz dela um ser maligno! Muito pelo contrário, por causa dessa percepção ela aprende rápido as regras sociais e quais os limites que pode avançar ou reavaliar. Ou será que avançamos tanto na tecnologia ou qualquer área que for, porque ficamos estagnados aos padrões impostos pela sociedade? Na verdade, foram pessoas que desde cedo souberam como ir além dos limites.
Quanto aos indígenas, tome cuidado - ter uma visão romântica distorce muitas coisas. Os índios cometem todos estes crimes, tanto quanto nós na civilização moderna. No entanto, as regras, dentro da comunidade deles, são outras.
Tecnologia- confesso: sou dependente da máquina de lavar-roupa, máquina de lavar-roupa, microondas, secadora, chuveiro elétrico...
Excelente blog. Acho que pode rolar uma interação bem legal entre nossos blogs: www.oequilibradordepratos.blogspot.com
- O Equilibrador de Pratos -
O que os homens pensam?
Relacionamentos. Teorias. Discussões. Comentários. Mulheres. Sexo. E pratos equilibrados em varinhas. Bem-vindo à vida real.
3 amigos (B. Sacamano, Hannibal e Jurandir, pseudônimos, claro) que resolveram fazer um blog tratando de assuntos que abordam o "Universo Homem + Mulher = Relacionamentos". Retrata todos assuntos citados acima, com textos bem escritos, humorados, ácidos, sarcásticos, irônicos e, sinceros ao extremo. Vale dar uma conferida. E que atire a primeira pedra quem não se identificar com algo. E por que o nome "O Equilibrador de Pratos"? Entre no blog e descubra. Será um "soco no rim". No bom sentido, é claro.
O post despertou várias idéias ^^" pra mim, todos têm satisfações que não conheciam antes e hoje indubitavelmente temos mais conhecimento e coisas maravilhosas que enchem a vida; embora muito perca, certas alegrias que um mundo doido não permite mais ao nosso século (e que por vezes tentam reproduzir artificialmente, eu me lembrei de uma vez em que fui ao planetário em uma simulação do céu antigamente, absurdamente estrelado sem as luzes ofuscantes aqui em baixo - que podem também ter a sua beleza e deslumbrar a gente). O estado caótico de hoje é o preço que pagamos por todas as maravilhas crescentes, algo como "quanto maior o vôo, maior a queda". Parece que as pessoas continuam as mesmas, quando se fala de sua natureza: se os atos hediondos desses dias não eram cometidos antes é só porque não havia oportunidades ("oportunidades" é tudo que nos é proporcionado pela internet e celulares com joguinho, não sei se me expressei direito).
Estava lendo esse dias uma peça do Millôr Fernandes sobre a história em geral (parece que o melhor proveito que se faz dela é com piadas) e aparecia esse tema de Russeau. Estava escrito depois "Apóio e aplaudo as idéias do senhor Russeau. Infelizmente eu já estou muito velho para andar de quatro".
Mas nós evoluímos sim, e isso não nos deixa piores ou melhores, só maiores (no caso dos americanos viciados em fast food, literalmente maiores).
Atualizei A Casa do Poeta. Escrevi um poema junto com a Flávia Brito.Passa lá e me diz o que achou.
http://so-pensando.blogspot.com
http://poetasreunidos.blogspot.com
Esse texto gerou muita controversia, "in deed". Ok secalhar eu que sou ingenua em pensar que o ser humano pode ser bom, mas eu estava falando dos indios há uns bons séculos atrás e não deles agora que já sofreram com a convivência do homem moderno. De qualquer maneira, como vejo pelos livros de Miss Marple, numa pacata aldeia no meio da Inglaterra cometem-se crimes tanto ou mais hediondos dos que são cometidos em Londres. "A natureza humana é a mesma em todo o lado".
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