"Crónica de Costumes"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

14/02 (Dia dos Namorados) - Primeiro Beijo


(Nota: O Sr. Teflon, meu velho amigo de infância e leitor do blog lançou-me o seguinte desafio: escrever algo invulgarmente romântico. Ele sabe, pela convivência comigo, que eu sou muito romântica, uma romântica à moda antiga que adorava receber serenatas e ramos de flores e que se diverte a comer chocolates e a ver comédias românticas embrulhada em mantas no sofá em dias de chuva. No entanto, ele também sabe que eu tenho uma certa inclinação para romances impossíveis ao estilo ultra-romântico dos escritores do século XIX (embora os amores impossíveis sejam mais reais do que românticos), porém, como hoje é dia 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados em grande parte dos países do Admirável Mundo Moderno, eu predispus-me a escrever algo consideravelmente romântico para alegrar os nossos corações. Limitei-me a apanhar uma overdose de sentimentos positivos, ouvir Frank Sinatra e acasalar umas quantas memórias! A vida é bela! E hoje o meu mp3 até recomenda música romântica!).

Tinha tido um dia péssimo, daqueles dias em que somente temos vontade de nos esconder debaixo dos lençóis e chorar na companhia da almofada, porém Joana optara por ficar enterrada na poltrona da sua sala, em frente da televisão, com uma cara de poucos amigos e sem ânimo sequer para terminar os inúmeros pacotes de chocolate que tinha no seu colo. Enquanto fazia zapping com o comando de televisão, relembrava-se de quão desastroso havia sido aquele dia. Quando acordamos de mau humor há sempre a possibilidade de acontecer algo animador, todavia com ela havia acontecido o contrário. Acordara bem disposta, porém os acontecimentos na escola fizeram com que ela mudasse de humor mais depressa que as cores do semáforo. Perdera dinheiro no caminho, chegara atrasada à aula e a professora não a deixara entrar; na hora de almoço sujou um dos seus ténis preferidos, no Teatro o professor deu o papel que ela almejava a outra pessoa e para se juntar a isto tudo ainda tivera uma discussão parva com a Becky. Parecia que as coisas não podiam ficar piores…

Nem ligava ao que passava na televisão, apenas descarregava a sua raiva no botão do telecomando. Maria, a mãe de Joana, entrou na sala já com o pijama vestido e uma chávena de leite quente na mão. Ela deitou-se confortavelmente no sofá e soprou a sua bebida que fumegava.

- Joana, podes pôr no meu filme? Já deve estar quase a começar…

A sua filha proferiu algo imperceptível e mudou de canal, no ecrã apareceram os créditos iniciais de um filme romântico de que a sua mãe passara a semana quase toda a falar. Já só cá faltava esta!, pensou Joana. A sua vida amorosa estava quase tão estagnada como os processos de Tribunal do Admirável Mundo e ela não estava com muita vontade de passar o resto do seu péssimo dia a ver toda aquela lamechice dos filmes românticos, só lhe iria era embrulhar o estômago. Toda a gente sabia que ela gostava do Gustavo, inclusive o próprio Gustavo o parecia saber, contudo parecia existir o receio de insistirem em ter algo mais visto que eram amigos e tinham medo que um romance pudesse vir a destruir a amizade que tinham.

- Este filme esteve nomeado para os Óscares – elucidou Maria.
- É capaz – respondeu vagamente Joana.
- Ai filha, estás com uma cara que mete medo… estás bem?
- Tive só um mau dia… e chateei-me com a Becky…
- Ahhhh – o típico som solidário que os pais emitiam nestes momentos. – Mas isso é normal, vais ver que amanhã voltam logo a falar… com o actor jeitoso deste filme passa-te logo o mau humor.

Mas Joana não acreditou muito nisso e como o filme começou logo com uma cena de beijos ela achou que aquilo não seria nada animador porque ela gostava era de puder estar a fazer aquilo com o Gustavo. Por entre os sons causados pelos beijos dos actores, Joana conseguiu ouvir o seu telemóvel a tocar.

- Shhhh! – fez a sua mãe olhando para a filha pelo conto do olho.

Era uma mensagem, e para sua alegria do Gustavo.

‘Tou à entrada do teu prédio… desce!

Um ténue sorriso desenhou-se nos lábios dela. Eram quase dez da noite, o que fazia ele na rua àquela hora? Do que quereria falar? As dúvidas começaram a ferver como água na sua cabeça. Se ele estava lá em baixo então ela tinha que ir falar com ele… pelo menos olhar para ele já era muito reconfortante.

- Onde vais? – perguntou Maria, pasmada ao ver a sua filha dirigir-se para a porta de entrada.
- Aaaa… a Daniela ‘tá lá em baixo para me dar a revista que eu lhe emprestei – mentiu Joana, sabia que a sua mãe não ia gostar de saber que ela ia se encontrar com um rapaz àquelas horas.
- E porquê que a tua prima não sobe? – Daniela era sobrinha de Maria.
- Ela ‘tá com um bocado de pressa.

E sem mais nada à acrescentar saiu de casa. Nem fez questão de esperar pelo elevador. Desceu as escadas apressadamente de duas em duas e quando chegou à entrada do prédio viu Gustavo sentado numa bicicleta e a mexer no telemóvel. Joana sentiu um aperto de nervosismo na boca do estômago e sabia que os seus lábios se abriam num estúpido sorriso. Ajeitou o seu cabelo e a sua roupa e abriu a porta… Gustavo assim que a viu também a brindou com um largo sorriso.

- Então, Joana, tudo bem? – perguntou ele enquanto desmontava a bicicleta.
- Hum, mais ou menos!
- Sim, eu vi a cara com que ‘tavas na escola… percebi logo que tinha acontecido alguma coisa…
- E vieste aqui de propósito para me perguntar? – estava esperançosa de que sim. – Podias ter perguntado na net ou telefonado…
- Não, vim agora da casa do Ivan, ‘tivemos a fazer o trabalho de Formação Cívica. Lembrei-me de passar por aqui para ver como ‘tavas – perscrutou algo no seu casaco de cabedal. - E trouxe chocolates… acho que são os teus preferidos, não são?

Joana sorriu. Ele havia-se lembrado dos chocolates preferidos dela, os mesmos que ela passara a tarde quase toda a devorar, mas o que contava era a intenção e Joana sabia que antes de dormir ia ter que passar mais creme do que o habitual para combater as borbulhas que provavelmente iriam surgir daquele consumo excessivo de chocolate.

Sentaram-se nas escadas bem ao lado um do outro, partilhando do pacote de chocolates.

- Então o que aconteceu?!
- Um monte de cenas… acho que hoje foi mesmo um dia “não”…
- Às vezes acontece… mas dias melhores virão, não é?
- Oh e também chateei-me com a Becky… por causa de uma banalidade mas ela às vezes é tão picuinhas com as coisas… irrita!
- O Ivan às vezes também é preocupado de mais com as cenas, e isso também me irrita, sabes que eu sou todo relaxado, mas somos grandes amigos… se fossemos tão iguais não ia ter piada… sim hás vezes ele tem atitudes idiotas e eu sei que eu também tenho, mas somos muito diferentes, temos é que fechar os olhos aos defeitos um do outro p’ra a amizade durar…
- Tens razão…
- Eu também devo ter cenas que te irritam – brincou Gustavo.
- Não tens nada – Joana encostou a cabeça ao ombro de Gustavo e ele estremeceu, envolvendo-a em seguida em um abraço.
- Gosto do teu perfume – sussurrou Gustavo.

Era uma cena muito mais romântica do que a do filme que a sua mãe assistia. Somente um esporádico ladrar longínquo de um cachorro e o insistente barulho dos grilos se ouviam naquela rua. Lá no céu a lua e as estrelas eram a única companhia, e a rajada fria do vento obrigou a que eles se chegassem mais perto.

- Interrompo alguma coisa? – Daniela, a prima de treze anos de Joana havia aparecido quase que surgida do meio do chão.
- Daniela, quê que fazes aqui? – Joana afastou-se do Gustavo como se tivesse levado um choque eléctrico.
- Vim te entregar a revista que me tinhas emprestado… - estendeu a revista que todos os adolescentes compravam quinzenalmente. – Mas já vi que vim em má hora… é o teu namorado?
- Não – Joana, furiosa e envergonhada arrancou a revista da mão da prima. – Pronto, agora que já entregaste podes ir embora. Aliás, nem devias de ‘tar na rua a esta hora… queres que te leve a casa?
- Por favor, Joana, eu moro do outro lado da rua… acho que vais ‘tar é bem melhor aqui – e com um último sorriso saiu dali algo que divertida com o que presenciara.
- Ai, a minha prima é tão inconveniente! – exclamou, irritada, a Joana. Voltou a sentar-se junto do Gustavo que parecia mais interessado em ver a revista.
- Então é esta a revista que vocês lêem? Aposto que só fala de roupa, maquilhagem e rapazes…
- Deixa ‘tar que as tuas também… só falam de skates e bandas de rock… estas revistas são muito mais úteis, principalmente com os namoros e isso, mas a julgar pelo meu namoro com o Victor acho que estas dicas não funcionam assim tão bem…

Cometera o erro crasso número um: falar sobre o seu ex-namorado. Isto só contribuíra para enregelar o clima, Gustavo mostrou-se ligeiramente embaraçado com a situação.

- Aa… vocês aí também não tem uns testes bem ridículos? Uma vez vi a Diana a fazer um…

Joana notou que ele mudara bruscamente de assunto e sentiu-se idiota por ter mencionado o seu ex-namorado. Parecia que uma súbita rajada glacial havia feito a temperatura decrescer vertiginosamente.

- Tem sim – abriu a revista à procura. – ‘Tá aqui este “Estás mesmo apaixonada?”… eu faço-te as perguntas…

Gustavo sorriu, divertido, e chegou-se mais para junto dela para poder ver a revista.

Joana leu:

Ficas nervoso quando ela está perto?
A) Sim, muito.
B) Um pouco, porque sou nervoso por natureza, e… pioro quando estão moças por perto.
C) Nunca.

Felizmente à fraca luz Joana não conseguiu ver o escarlate a colorir a face do Gustavo. De facto a pergunta não tinha sido nada discreta e Joana também deu por ela a corar… a temperatura desceu mais uns quantos graus…

- Aa… esse teste é mesmo ridículo – opinou Gustavo para quebrar o silêncio.
- Também acho – Joana atirou a revista para as escadas. – ‘Tou a ficar com as mãos geladas.

E não era do clima árctico que estava entre eles, mas sim das rajadas de vento que começavam mesmo a fustigar com mais força os cabelos rebeldes dela. Gustavo enfiou as mãos dela nos bolsos do seu casaco de cabedal e também colocou lá as suas mãos, ou seja, eles estavam literalmente de mãos dadas e cada vez mais juntos um do outro.

- Pronto, assim já não tens frio – disse Gustavo. – Faz-me tu os testes então… pergunta as cenas da tua cabeça…
- ‘Tá bem… então e… o que é mais importante para ti numa moça?
- O sentido de humor…
- Claro. Eras capaz de namorar com uma amiga tua?
- Claro, porque não? Por ser amiga tinha mesmo esse ponto a favor…
- E se isso pusesse em causa a vossa amizade?
- Oh, pode correr mal como pode correr bem… nunca sabemos… há coisas que só sabemos quando experimentamos e às vezes os obstáculos somos nós mesmos que colocamos e não os outros…
Os lábios de Joana não precisavam de se abrir num sorriso porque toda ela jubilava interiormente. Ela tinha a sua cabeça encostada ao ombro dele e dentro dos bolsos de cabedal sentia as mãos dele a acarinharem as suas… um formigueiro percorreu-a.

- Diz-me algo sobre ti que seja verdade!
- Que seja verdade?! Sei lá… acho as aulas de Geografia uma seca!
- Oh, isso já toda a gente sabe, Gus… mas algo sobre ti que mais ninguém saiba…
- Bem aa… gosto do teu sorriso!

O seu coração bateu mais depressa e o rubor tomou conta das suas bochechas, Gustavo olhou envergonhado para ela… e parecia que o clima havia aquecido repentinamente. Olharam momentaneamente para os olhos um do outro, em silêncio. Era tão embaraçoso estarem ali os dois a olharem um para o outro sem reacção, quase que comunicando telepaticamente…

Porém um telemóvel tocou e eles foram chamados de volta à realidade como se alguém lhes tivesse dado um par de estalos.

- É o meu – afirmou Gustavo. Ele e Joana separaram-se ele tirou o telemóvel do bolso. – Ah, é só o Marco a perguntar se ainda vou a Net. Txiii, tenho um monte de chamadas dos meus pais e nem ouvi… é melhor ir p’ra casa, já ‘tá tarde!
- Já tens de ir?!
- Sim… quero ir ao concerto dos Simple Plan com o Ivan e o Marco, p’ra isso tenho que me portar bem, senão os meus velhos vão me atirar um monte de motivos p’ra eu não ir…
- Podes crer.

Sentia-se tremendamente triste por ele ter de ir embora, não fora dessa vez que se haviam beijado. A réstia de esperança que ainda tinha de o seu dia terminar bem esvaziou-se qual um balão. Eles ficaram frente-a-frente e Joana detestava aquela parte em que eles tinham de se despedir.

- Gostei da conversa – Gustavo abraçou-a e Joana sentiu-se a flutuar… senti-lo assim tão perto era algo que anteriormente nunca tinha imagino, sequer se lembrava se alguma vez o havia abraçado.
- Obrigado por teres cá passado – agradeceu ela também o abraçando com força. Deu-lhe dois beijos na bochecha gorducha e viu que não era capaz de parar… quase como se tivesse a fazer aquilo inconscientemente.

Joana beijou-o mais duas vezes na bochecha e então ele moveu a cara de modo a que eles se olhassem de frente, porém tal quase que nem chegou a acontecer uma vez que ambos já tinham fechado os olhos e inclinado as cabeças em sentido contrário. Joana tinha a mente em branco… foi então que os lábios deles se tocaram suavemente. Finalmente o beijo!

Abriram ao mesmo tempo a boca e sentiram as suas línguas a entrelaçarem uma na outra. Era o momento mais belo pelo qual ela havia passado, era a única coisa em que conseguia pensar. Sentia os pés mais leves e parecia que queria voar, nunca antes se sentira de tal forma quando beijara o Victor, mas a verdade é que ela também não gostava dele da forma que gostava do Gustavo… tinham tanto em comum e davam-se tão bem, quase como que o encaixe perfeito. Enquanto sentia a respiração dele e ele lhe introduzia impulsivamente a língua na boca, Joana apenas conseguia pensar na maneira como iria expressar o que sentia…

Separaram-se, meio que atordoados, quase como se estivessem estado debaixo de água. Ela sorriu de felicidade e ele lançou um olhar maroto.
- P’ra dizer a verdade acho que não preciso de ir já embora…

E permaneceram abraçados e aos beijos, ignorando o tempo, pois o tempo para eles haviam congelado e nada mais importava. À semelhança de um dejá vu só foram trazidos novamente à realidade pelo telemóvel do Gustavo que voltou a tocar.
- Atende, Gus – pediu Joana enquanto lhe dava ligeiros beijos no queixo.
- Deixa p’ra lá, já desligam…
- Pode ser importante!
- OK, é melhor mesmo atender senão ainda te arranco o piercing dos lábios – riu ele e ela deu-lhe uma pancada no braço, simulando um falso sentimento de ofensa.
- Diz, Ivan – atendeu Gustavo.
- Gustavo, onde é que tu andas? Os teus pais ‘tão que nem uns loucos à tua procura! Vierem cá a casa e tudo!
- A sério?! – parecia que pela primeira vez o pânico havia tomado conta dele, substituindo a sensação de felicidade que ele até então sentira. – Disseste o quê?
- Que não sabia onde tu andavas… mas a minha mãe acha que eu sei, tive de dizer que ia à casa de banho p’ra te puder telefonar. ‘Tás metido num sarilho, Gus… a tua mãe chora que se farta porque acha que te aconteceu alguma cena e o teu pai ‘tá a pensar em chamar a polícia… ‘tás aonde tu?
- Não interessa!
- Pelo silêncio que ‘tá aí aposto que ‘tás com alguma miúda, Gus! És sempre assim… tínhamos combinado de não fazer asneira p’ra ir ao concerto e tu resolves “fugir de casa”, nenhuma miúda vale isso…
- Esta vale – Gustavo piscou o olho a Joana que ouvia a conversa, alarmada. – Eu invento que furei o pneu da bicicleta e fiquei sem bateria no telemóvel… fica tranquilo. Obrigado por telefonares – e desligou o telemóvel.

- Gus, é melhor ires embora! – recomendou Joana embora uma parte dela se sentisse triste a outra também se sentia culpada pois fora por ela que ele resolvera ficar.
- Vocês fervem em pouca água! Já me safei de sarilhos piores, acredita… e a compensação por esta confusão já foi bem boa…

Joana ficou os pés para evitar o olhar penetrante dele, era incrível como ele tinha a capacidade de dizer coisas que a deixavam sem reacção.

- Mas tens razão, é melhor ir mesmo – abraçou-se novamente a ela mas desta vez deu-lhe um beijo junto aos lábios. Joana ficou estupidamente especada à espera que ele lhe desse outro beijo mas nada aconteceu, Gustavo já se libertara.
- Bom, então a gente vê-se amanhã na escola, não é? – disse Joana um pouco cabisbaixa pois a despedida ficara muito aquém das suas expectativas.
- Sim…

Ela começou a subir as escadas, com os lábios dormentes de tanto o ter beijado.
- Joana – ele chamou. Ela olhou para ele na esperança de que ainda algo mais fosse acontecer -, existem quatro tipos de beijo! Na bochecha é de amigo, na testa de boa noite, na boca é de paixão ou amor e no canto da boca é p’ra ficar a pensar.

Joana arqueou o sobrolho. Porque estaria ele a dizer-lhe aquilo? Resolvendo havia sido apenas uma divagação típica dele, ela virou-se para abrir a porta da entrada do prédio.
- Ei, Joana… quero que fiques a pensar…

E com aquela frase misteriosa foi-se embora pedalando a sua bicicleta. Joana agora compreendia perfeitamente aonde ele queria chegar. Foi a voar que ela entrou na sua casa… e o barulho da porta fez a sua mãe, que dormia de boca aberta no sofá, acordar sobressaltada.
- Quê? Só voltaste agora?!
- ‘Tive na conversa com a Daniela, nem vi o tempo passar. É melhor ires dormir, mãe.

Ela precipitou-se sobre o telefone fixo enquanto a sua mãe se espreguiçava.

- Vais ligar p’ra quem a estas horas?
- P’ra Becky! Tenho umas novidades p’ra lhe contar!
- Mas vocês não estavam chateadas?
- ‘Távamos?! Sinceramente já nem me lembrava…

“Posfácio”
Bom, como eu já tinha dito isto foi o acasalamento que umas quantas memórias e um assalto ao meu baú de memórias. Uma forma agradável de começar este Dia dos Namorados. Enganem-se aqueles que pensam que irei passar este dia na companhia de algum bonitão porque na verdade a minha vida amorosa é quase tão desastrosa quanto a da Bridget Jones (mas sem o Mark Darcy) e qualquer dia ainda sigo os conselhos do pessoal e escrevo uma comédia romântica sobre a minha vida amorosa. No entanto sinto sempre algumas borboletas no estômago quando chega a esta altura. Já fiz a minha parte e ajudei os(as) amigos(as) comprometidos(as) a escolherem as prendas para a sua cara metade. Só que ao invés de ficar em casa a empanturrar-me de chocolates enquanto vejo a programação que a TV tem reservada para este dia consumista, vou sair com os meus amigos que estão descomprometidos. Afinal o dia de S. Valentim é o dia em que o amor está em alta e a amizade é o amor eterno, por isso vamos jantar e ao karaoke onde todos acabaremos a noite podres de bêbados e a insultar a fraca pontaria do Cupido (que é quase tão má quanto a minha no basquetebol) …contudo, a vida é bela e divertirmo-nos é muito melhor do que ficar em casa a lamentar o facto de ninguém nos querer, pois como afirmou William Shakespeare:

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto... "

Eu sei que no Brasil ainda falta muito para o dia dos Namorados, mas para aos leitores da querida Pátria Amada eu desejo um excelente dia recheado de muito amor. Para o menino Teflon que está agora namorando apenas espero que ele goste do texto que foi escrito a pensar nele! (e eu acho que ganhei uma aposta!) xD

9 comentários:

Anónimo disse...

Morri x)

Anónimo disse...

Será que há castings para ser escritor dos Morangos com Açucar? LOL

Anónimo disse...

Conseguiste acordar as minhas hormonas femininas e fazer com que eu gritasse como uma mulher nos saldos! Acho que fiquei igual a ti quando ves os Morangos com Açucar e te agarras à almofada a gritar "Sisley! Sisley!"!!!

Anónimo disse...

Adorei a historia!!!! Que acasalmento!! Faz-me mesmo lembrar as cenas que faziamos e diziamos nessa idade... és a maior C.K Boyle.

"É melhor mesmo atender senão ainda te arranco o piercing dos lábios" - LOOOL digno de um Gustavo.
Ler isto foi uma boa forma de começar o dia

Anónimo disse...

ps: esse posfacio matou-me!! Tens razao, ganhaste a aposta!!

Anónimo disse...

E já agora Feliz Dia dos Namorados. Tenta não cantar muito mal no karaoke x)
@@@@

Mirian Martin disse...

Puxa! Acho que Teflon gostou MESMO!!!!
Eu também adorei! E não conhecia essa história dos 4 tipos de beijos... Essa eu vou colecionar...;)

HelianaBastos disse...

com o perdão da palavra:Ca-ra-cas!!!! guria nesse texto eu consegui senti tantas coisas que é dificil sentir em um outro texto que não esteja num livro,se é que vocÊ consegue entender o que eu digo,talvez as vezes o estado de ecstase não me deixe ser clara nos meus comentários.*respira*simplesmente amei.é como se eu pudesse snetir o beijo do gustavo como a joana.
me responde uma coisa:cadê teu livro,já lançou?
bjs,parabnes pelo texto.mais uma vez:AMEI!

HelianaBastos disse...

p.s:obrigado por "nos"(leitores)presentear com boas palavras e um texto tão bom quanto os seus.